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  • Fred Camacho abre Samba de Bamba em Curitiba

    A Fred Camacho em Curitiba marca a abertura da temporada 2026 do projeto Samba de Bamba na CAIXA Cultural Curitiba. Pela primeira vez na capital paranaense, o sambista carioca sobe ao palco na terça-feira, 14 de abril, às 20h, com um show exclusivo preparado especialmente para a estreia da nova edição do projeto. O sambista carioca Fred Camacho. Foto: Vitor Aka A apresentação promete reunir sambas autorais, releituras e surpresas musicais ligadas à trajetória do artista. Além disso, o espetáculo chega com a proposta de aproximar o público curitibano de um nome importante do samba tradicional, em uma noite pensada para valorizar a força do gênero sem concessões comerciais. Fred Camacho em Curitiba estreia no palco da CAIXA Cultural A passagem de Fred Camacho em Curitiba tem peso simbólico dentro da programação da CAIXA Cultural. O músico faz sua primeira apresentação na cidade justamente em um projeto que aposta no encontro entre artistas de diferentes regiões do país e o público local. Para esse show, Fred Camacho virá acompanhado de banda completa. Estão confirmados Leandro Pereira, no violão, cavaquinho e direção musical, Hudson Santos, no violão de sete cordas, Henrique Arcanjo, na percussão, e Azeitona, no pandeiro. A formação reforça a ligação do espetáculo com o cenário do samba carioca. Ao mesmo tempo, amplia a expectativa para uma noite que deve combinar técnica, balanço e repertório afetivo. Show revisita trajetória marcada pelo Cacique de Ramos O espetáculo de Fred Camacho em Curitiba vai percorrer diferentes momentos da carreira do artista. No repertório, o cantor promete apresentar sambas de sua trajetória musical, marcada por influência direta do Cacique de Ramos, tradicional bloco carnavalesco e roda de samba que revelou nomes históricos do gênero. É dessa linhagem que surgem referências como Jorge Aragão, Luiz Carlos da Vila, Grupo Fundo de Quintal, Almir Guineto e Arlindo Cruz. Por isso, a apresentação também funciona como uma ponte entre tradição e continuidade, destacando o lugar de Fred Camacho dentro dessa herança cultural. “Estou muito feliz de me apresentar na CAIXA Cultural Curitiba nesse projeto tão importante. Esse show vai ser uma grande festa!”, comentou o músico. Samba de Bamba aposta no samba tradicional sem imposições do mercado A temporada 2026 do projeto Samba de Bamba 2026 chega com a proposta de manter viva uma ideia de samba ligada à tradição e à qualidade artística. O curador e coordenador geral do projeto, Rodrigo Browne, adianta que a programação seguirá até novembro com uma série de oito shows. Segundo ele, artistas de várias cidades passarão pela CAIXA Cultural Curitiba acompanhados de suas bandas, sempre com a missão de apresentar o que costuma ser chamado de “samba de raiz”. No entendimento do curador, trata-se, na verdade, de um samba tradicional que se mantém distante das imposições comerciais do mercado. Esse posicionamento ajuda a definir a identidade do projeto. Mais do que apenas reunir shows, o Samba de Bamba busca construir uma programação comprometida com a preservação e a renovação do samba. Projeto tem ligação com programa premiado de rádio O nome Samba de Bamba 2026 também carrega uma história anterior ao palco. Rodrigo Browne lembra que o projeto nasce do programa de rádio que ele produz e apresenta há 30 anos na Paraná Educativa FM. Em 2023, a atração foi eleita pelo Prêmio Profissionais da Música como o Melhor Programa de Rádio do Brasil. Esse reconhecimento ajuda a explicar a consistência do trabalho curatorial e o cuidado em montar uma programação que respeita o passado cultural do samba, mas também abre espaço para artistas que renovam o gênero com qualidade. CAIXA Cultural reforça democratização do acesso à música Para Browne, um dos pontos mais importantes do projeto é a possibilidade de criar encontros inéditos entre artistas e plateia. Essa lógica aparece com força na estreia de Fred Camacho em Curitiba, já que será a primeira vez do músico na cidade. Na visão do curador, a CAIXA Cultural cumpre papel essencial ao possibilitar esse tipo de aproximação. O projeto, segundo ele, promove uma democratização importante da cultura ao levar ao público artistas que nem sempre chegam com facilidade a determinados circuitos. Esse movimento fortalece a cena local e amplia o acesso a experiências musicais de qualidade, em uma cidade que vem consolidando uma agenda cada vez mais diversa. Maryzelia será a próxima atração da temporada Depois do show de abertura com Fred Camacho em Curitiba, a próxima atração já tem data marcada. A sambista baiana Maryzelia se apresenta no dia 19 de maio, dando continuidade à programação do Samba de Bamba 2026. Com isso, a temporada sinaliza que seguirá apostando na pluralidade regional do samba e na circulação de artistas que dialogam com a tradição do gênero em diferentes partes do país. Serviço [Música] Samba de Bamba – Fred Camacho Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro Data: terça-feira, 14 de abril Horário: 20h Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada, conforme legislação e para clientes CAIXA) Vendas: a partir de sábado, dia 4, às 10h na bilheteria presencial e às 15h online Bilheteria: de terça a sábado, das 10h às 20h, e aos domingos, das 10h às 19h Duração: 80 minutos Classificação: livre para todos os públicos Capacidade: 125 lugares, sendo 2 para cadeirantes Informações: (41) 3041-2155 Link de vendas: Link Site: Site CAIXA Cultural Instagram: @caixaculturalcuritiba

  • Tim Maia no Festival de Curitiba faz Guairão tremer

    O Tim Maia no Festival de Curitiba provou, mais uma vez, por que a obra do cantor segue maior do que o tempo, maior do que o folclore e maior do que os próprios excessos. Em cartaz na Mostra Lucia Camargo, o musical Tim Maia – Vale Tudo transformou o Guairão em um grande baile de celebração, com plateia em pé, senhorinhas dançando e um menino de 9 anos cantando cada música como se estivesse diante de um velho ídolo íntimo. Tim Maia Vale Tudo – O Musical faz Guairão tremer no Festival de Curitiba (Créd. Lina Sumizono) Quem passou pela frente do teatro na noite anterior talvez até tenha exagerado ao dizer que o prédio tremeu. Mas quem estava lá dentro sabe que a imagem não parece tão absurda assim. A energia do público foi tão intensa que a sessão virou mais do que espetáculo: virou acontecimento. E boa parte dessa força veio justamente do encontro entre a memória de Tim Maia e a permanência viva de sua música em novas gerações. Tim Maia no Festival de Curitiba emociona plateia no Guairão O musical Tim Maia – Vale Tudo chegou ao Festival de Curitiba como uma homenagem potente a uma das maiores lendas da música brasileira. Em vez de apostar apenas na nostalgia, a montagem conseguiu mobilizar o público de forma imediata, física e emocional. No Guairão, a resposta foi intensa. O texto enviado destaca senhorinhas dançando na plateia e a presença marcante de João, um menino de 9 anos que cantava com entusiasmo todas as músicas do espetáculo, mesmo sentado no distante primeiro balcão. A cena não passou despercebida nem pelo elenco. Foi justamente esse detalhe que ajudou a dimensionar a força da obra de Tim Maia. Décadas após sua morte, suas canções ainda atravessam gerações e continuam encontrando ouvintes apaixonados. Menino de 9 anos virou símbolo da noite Entre todos os momentos da sessão, a imagem de João cantando do primeiro balcão acabou se tornando uma síntese perfeita do que o musical desperta. O menino chamou a atenção de Thór Junior, ator que interpreta Tim Maia no palco, a ponto de render uma brincadeira durante a apresentação. “Ih, tem uma criança na plateia. Tomara que esteja acompanhada dos pais”, comentou o ator ao microfone, em referência bem-humorada ao teor mais libidinoso de algumas canções. Depois, na coletiva realizada na manhã seguinte, Thór voltou ao assunto e deixou clara a emoção com a cena. “É maravilhoso saber que depois de tanto tempo tem um menino que ama e canta Tim Maia.” A observação tem peso. Afinal, Tim Maia morreu há 28 anos, e ainda assim segue sendo reconhecido e celebrado por uma criança que conhece o repertório de cor. Poucos artistas brasileiros mantêm essa capacidade de atravessar o tempo com tanta naturalidade. Musical escolhe celebrar o artista acima do personagem folclórico Com texto de Nelson Motta, Tim Maia – Vale Tudo foi pensado para funcionar como uma grande celebração. A montagem passa pelas histórias pessoais e familiares do cantor, mas evita se render totalmente à caricatura do “maluco-mor” da música brasileira. Esse recorte aparece com clareza na fala de Thór Junior durante a coletiva. Para o ator, a música de Tim é maior do que suas falhas pessoais. “Ele pode ter cometido dez erros, mas acertou cem vezes. Foi o responsável por pavimentar o caminho para pessoas como eu, deixar tudo menos esburacado”, afirmou. A frase resume bem a espinha dorsal do espetáculo. Em vez de explorar apenas os excessos, o musical prefere destacar a grandeza artística de Tim Maia e o tamanho de sua contribuição para a música brasileira. Thór Junior carrega Tim Maia no corpo e na voz Interpretar Tim Maia no palco não é tarefa pequena. Segundo o material da coletiva, 1,5 mil pessoas passaram pelas audições antes da escolha de Thór Junior para o papel. O número ajuda a medir o tamanho do desafio e da responsabilidade de encarnar um artista tão singular. Carmelo Maia, filho do cantor e responsável por administrar seu espólio, resumiu essa dificuldade com uma frase precisa: “É muito fácil rotular meu pai como um doidão. Ele não era um doidão, era um cara altamente inteligente.” Para ele, não dá para representar Tim Maia de forma morna. “Ou você faz, ou não faz.” Essa exigência aparece no que o musical entrega. O espetáculo não tenta domesticar Tim Maia. Também não transforma o cantor em santo. O que faz é mais interessante: devolve ao palco a dimensão humana, artística e contraditória de um gênio indomável. Carmelo Maia emociona ao lembrar os últimos dias do pai Um dos momentos mais fortes da coletiva foi o relato de Carmelo Maia sobre a última vez em que viu o pai, já internado no Hospital Universitário Antônio Pedro, em Niterói, depois de passar mal durante um show. A lembrança trouxe à tona não apenas a fragilidade do fim, mas a permanência absoluta da personalidade de Tim Maia até seus últimos instantes. Carmelo contou que passou cerca de quarenta minutos ao lado do pai, muito emocionado, enquanto os médicos insistiam para que ele permanecesse ali. No relato, a dor convive com um traço brutalmente fiel ao personagem real. Mesmo à beira da morte, Tim Maia ainda era Tim Maia. Segundo o filho, a única frase que entendeu com clareza foi quando o pai o mandou “tomar no cu”. É o tipo de memória que nenhuma ficção melhoraria. Crua, absurda, humana e profundamente comovente. Guairão recebeu uma homenagem à altura de Tim Maia Ao ouvir Carmelo dizer que o Teatro Guaíra “retratou fidedignamente o que era um show” de seu pai, a impressão é de que o musical alcançou algo raro. Não apenas representou Tim Maia, mas recuperou parte da vibração coletiva que seus shows provocavam. Esse talvez seja o maior mérito de Tim Maia – Vale Tudo no Festival de Curitiba. O espetáculo não se limita a contar uma biografia. Ele devolve ao público o impacto da presença de Tim, seu suingue, sua inteligência e sua capacidade de transformar plateia em coro. No fim, o musical reafirma que Tim Maia permanece imenso não por ser um personagem pitoresco, mas porque sua obra continua pulsando com força real. E, diante de um Guairão em êxtase e de um menino de 9 anos cantando tudo, fica difícil encontrar prova melhor. Serviço Espetáculo:Tim Maia – Vale TudoEvento: Mostra Lucia Camargo – Festival de Curitiba Última sessão: quarta-feira, às 20h30 Local: Guairão, em Curitiba A Mostra Lucia Camargo no Festival de Curitiba é apresentada por Petrobras, Sanepar e Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba, Renault e Geely, com patrocínio de EBANX, Itaipu Binacional, Viaje Paraná e Copel, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal. Mais informações estão no site oficial do festival: https://www.festivaldecuritiba.com.br

  • CAIXA Cultural Curitiba celebra cultura indígena

    A CAIXA Cultural Curitiba preparou uma programação especial e gratuita para abril, com atividades que colocam em destaque a cultura indígena, a formação artística e a integração com o Festival de Curitiba. Ao longo do mês, o espaço recebe oficinas, percursos urbanos, contações de histórias, ações voltadas à literatura indígena contemporânea e espetáculos cênicos, ampliando o diálogo entre arte, educação e diversidade cultural. CAIXA Cultural Curitiba (Foto: Arthur Henrique Schiochet) A agenda também marca o lançamento do projeto Galeria Viva, que transforma os espaços da instituição em ambientes de convivência, criação e troca. Com isso, a CAIXA Cultural Curitiba reforça sua proposta de aproximar o público da produção cultural e estimular experiências educativas para diferentes faixas etárias. CAIXA Cultural Curitiba lança Galeria Viva em abril O projeto Galeria Viva inaugura uma nova dinâmica dentro da CAIXA Cultural Curitiba. A proposta é ocupar o espaço com ações interativas e estações criativas, convidando o público a vivenciar o equipamento cultural para além da visita tradicional. Entre os dias 31 de março e 5 de abril, a programação incluiu as atividades da estação de flash tattoo e da estação de ecobags. Já a estação de café, a estação de bottons e a distribuição de adesivos colecionáveis seguem em funcionamento até o dia 12 de abril. Essa ocupação dá o tom do mês. Em vez de uma agenda isolada de eventos, a proposta é criar um ambiente contínuo de circulação, encontro e participação. Percursos urbanos conectam público ao Festival de Curitiba Dentro da programação da CAIXA Cultural Curitiba, os percursos urbanos “O Palco é a Cidade” reforçam a conexão com o Festival de Curitiba. Realizada entre os dias 2 a 4 e 7 a 9 de abril, a atividade convida o público a sair do espaço da instituição para acompanhar intervenções e espetáculos apresentados em diferentes pontos da cidade. A ação amplia o conceito da programação educativa e aproxima os visitantes do ambiente urbano como extensão da experiência artística. Ao mesmo tempo, reforça o papel da instituição como articuladora de vivências culturais para além de sua sede. Literatura indígena ganha espaço no programa educativo Um dos eixos mais relevantes de abril na CAIXA Cultural Curitiba é a valorização do livro infantil e da produção literária indígena. Entre os dias 14 de abril e 3 de maio, o Programa Educativo da CAIXA Gente Arteira disponibiliza uma curadoria especial de livros infantojuvenis de autores indígenas, selecionados por Auritha Tabajara. A seleção inclui obras da própria escritora, poetisa e contadora de histórias. O acervo passa a integrar a Estação Roda de Leitura, espaço voltado ao encontro de crianças e famílias com narrativas ancestrais e experiências de leitura compartilhada. A proposta vai além do incentivo à leitura. O objetivo também é fortalecer identidades, desconstruir estereótipos e ampliar a valorização das culturas indígenas desde a infância. Cristino Wapichana conduz oficinas e contações especiais A celebração do Dia dos Povos Indígenas ganha força nos dias 18 e 19 de abril, quando a CAIXA Cultural Curitiba recebe o escritor, músico, cineasta e educador Cristino Wapichana. No dia 18, das 10h às 18h, ele ministra a oficina “Escrita Criativa”, voltada para jovens e adultos. Já no dia 19, em parceria com o grupo Makunaicontos, Wapichana participa de duas sessões de contação de histórias destinadas a crianças e famílias. A primeira, “A Boca da Noite”, acontece das 11h às 12h. A segunda, “Sapatos trocados”, será realizada das 15h às 16h. Essas atividades colocam a oralidade, a criação e a presença indígena no centro da programação, aproximando o público de narrativas que carregam memória e ancestralidade. Oficinas para crianças e adultos ampliam experiências criativas A agenda da CAIXA Cultural Curitiba também inclui atividades voltadas a diferentes públicos. No dia 12 de abril, das 15h às 17h, a tatuadora Bi Miura conduz uma oficina de tatuagens para crianças, articulando arte, corpo e processos criativos no universo infantil. No dia 14 de abril, a artista multimídia e diretora de arte Arícia Machado ministra a oficina “Videoperformance”, que propõe reflexões práticas e teóricas sobre o audiovisual performático contemporâneo, em diálogo com a exposição “Eder Santos – A imagem não serve”. Já a oficina Desenhos Selvagens, conduzida por Ana Matsusaki, será realizada nos dias 16 e 17, das 18h30 às 21h, para o público adulto, e no dia 25, das 15h às 17h, em formato especial para crianças. A proposta é explorar a gestualidade do corpo e questionar ideias tradicionais de autoria e habilidade artística. No dia 26 de abril, das 11h às 12h, as mediadoras Beatriz Sampaio e Ruana Rayra conduzem a contação “Estrela Kaingang: a lenda do primeiro Pajé”, a partir da obra de Vãngari Kaingang, com ilustrações de Catarina Bessel. Fechando o mês, nos dias 28 e 29 de abril, das 18h às 21h, acontece a oficina “Criação de Universos para HQs: Utopias, distopias e outras topias”, dedicada à construção de narrativas gráficas e futuros imaginados. Exposições e artes cênicas completam a agenda de abril Além das atividades educativas, a CAIXA Cultural Curitiba mantém em cartaz as exposições “Eder Santos – A imagem não serve” e “As coisas que escapam”, de Luiza Urban. A mostra de Urban terá bate-papo no dia 14, das 19h às 21h, visita guiada no dia 18, às 15h, e oficina no dia 30, às 19h. No dia 28 de abril, às 19h, acontece ainda a abertura da exposição “Memorável Suspensão”, na Galeria Mezanino. No campo das artes cênicas, a programação inclui atrações ligadas ao Festival de Curitiba e outros projetos especiais. Entre os destaques estão a abertura da temporada do Samba de Bamba, com Fred Camacho, no dia 14 de abril, às 20h; o espetáculo “Brio Breu”, em curta temporada de 16 a 19 de abril, com sessões abertas nos dias 18 e 19, às 16h; e o retorno da companhia Buia Teatro com “Romeu e Julieta de Parintins”, de 22 a 26 de abril. A Mostra Cena Breve recebe o público a partir de 29 de abril, fazendo a ponte com a programação de maio. Programação gratuita reforça diversidade cultural em Curitiba Ao dedicar abril à cultura indígena, à literatura, às artes visuais e às artes cênicas, a CAIXA Cultural Curitiba constrói uma agenda ampla e diversa, alinhada a temas urgentes de memória, representatividade e formação de público. Por fim, a programação mostra como o espaço segue investindo em atividades gratuitas que unem experiência artística, mediação educativa e acesso à cultura. Em um mês simbólico para o debate sobre os povos originários, a instituição transforma sua agenda em plataforma de encontro, escuta e valorização da pluralidade cultural. Serviço CAIXA Cultural CuritibaEndereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro – Curitiba Visitação e bilheteria: terça a sábado, das 10h às 20h; domingos, das 10h às 19h Classificação: livre para todos os públicos Acesso: espaço com acesso para pessoas com deficiência Informações: (41) 3041-2155 Instagram: @caixaculturalcuritiba

  • Matogrosso & Mathias fazem show em Curitiba

    O público paranaense já tem encontro marcado com um dos nomes mais tradicionais da música sertaneja. Matogrosso & Mathias em Curitiba é a atração confirmada para a sexta-feira, 22 de maio, quando a dupla sobe ao palco do Teatro Guaíra com o espetáculo “Pedaço de Minha Vida”, turnê que celebra 50 anos de carreira. Foto: Divulgação/M&M_50 anos A apresentação marca o retorno da dupla à capital paranaense em uma noite que promete reunir memória afetiva, repertório consagrado e novos arranjos. Com realização das produtoras SevenX e GDO Produções, o show revisita diferentes fases da trajetória de Matogrosso & Mathias e reforça o peso histórico da dupla no sertanejo brasileiro. Matogrosso & Mathias em Curitiba celebram 50 anos de carreira O show de Matogrosso & Mathias em Curitiba integra a turnê comemorativa de cinco décadas de estrada. O projeto “Pedaço de Minha Vida” foi construído para celebrar a longevidade da dupla e costurar momentos importantes de sua trajetória por meio de releituras e encontros musicais. No palco, o espetáculo percorre fases distintas da carreira sem perder a essência que consagrou a dupla. O repertório preserva o sertanejo tradicional e romântico, mas também aposta em novos arranjos para dar nova respiração a canções que seguem vivas no imaginário popular. Para o público, a apresentação se desenha como um reencontro com músicas que atravessaram gerações e continuam presentes na memória afetiva de diferentes fãs. Clássicos sertanejos seguem no coração do público Entre os destaques do show de Matogrosso & Mathias em Curitiba estão canções que ajudaram a consolidar a dupla como referência do gênero. Clássicos como “Tentei Te Esquecer”, “24 Horas de Amor”, “De Igual pra Igual”, “Pele de Maçã” e “Idas e Voltas” seguem entre os momentos mais esperados da apresentação. Essas músicas ajudam a explicar a força da trajetória da dupla. Ao longo dos anos, Matogrosso & Mathias construíram uma discografia marcada por sucessos que resistiram ao tempo e continuaram circulando entre diferentes públicos. Por isso, o espetáculo no Teatro Guaíra não se limita a uma celebração de carreira. Ele também funciona como uma reafirmação da permanência dessas canções no repertório sentimental da música brasileira. Espetáculo aposta em novos arranjos e formação robusta No palco, Matogrosso & Mathias em Curitiba vão apresentar um show com mais de 20 músicos, em uma construção coletiva que amplia a densidade sonora da performance. A proposta combina a tradição da dupla com novos arranjos e diferentes camadas musicais ao longo da noite. Essa escolha reforça o caráter especial da turnê. Em vez de uma apresentação apoiada apenas na nostalgia, o projeto busca entregar um espetáculo mais amplo, pensado para valorizar a dimensão emocional e musical das canções. Além disso, a montagem em um dos teatros mais tradicionais da cidade contribui para dar ainda mais peso à apresentação. Dupla ajudou a consolidar o sertanejo nas rádios brasileiras Formada na década de 1970, a dupla Matogrosso & Mathias é reconhecida como uma das mais longevas do sertanejo nacional. Ao longo da carreira, teve papel importante na consolidação do gênero nas rádios brasileiras, especialmente em um período em que o sertanejo ainda enfrentava resistência nos grandes centros. A trajetória da dupla ajudou a ampliar a presença do estilo nas rádios FM e contribuiu para transformar o sertanejo romântico em uma força definitiva no mercado musical brasileiro. Esse percurso explica por que o show de Matogrosso & Mathias em Curitiba chega carregado de significado para quem acompanha a história do gênero. Presença digital mostra força contínua da dupla Mesmo com uma carreira iniciada há cinco décadas, Matogrosso & Mathias seguem com forte presença nas plataformas digitais. A dupla acumula mais de 3,5 milhões de ouvintes mensais e se aproxima da marca de 1 bilhão de execuções, números que mostram a permanência de seu repertório junto ao público. Esse desempenho reforça que o legado da dupla não está preso ao passado. Ao contrário, segue encontrando novos ouvintes e mantendo viva a conexão com quem acompanha sua música há anos. SevenX e GDO Produções assinam o show em Curitiba A apresentação de Matogrosso & Mathias em Curitiba tem realização da SevenX e da GDO Produções, duas empresas de destaque no mercado de entretenimento do Sul do Brasil. Sediada em Curitiba, a SevenX já realizou mais de 1.600 eventos e assinou produções de artistas como Coldplay, Metallica, Red Hot Chili Peppers, Foo Fighters, Bon Jovi, Andrea Bocelli, Roberto Carlos, Sandy & Junior, Ivete Sangalo e Marisa Monte. A empresa também tem no portfólio eventos como Cirque du Soleil, Disney on Ice e o Festival Coolritiba. Já a GDO Produções soma mais de 25 anos de atuação, com mais de 2.400 shows realizados e presença consolidada nos três estados do Sul. Além da força operacional, a produtora também atua com estratégias de comunicação e relacionamento entre artistas, marcas e público. Teatro Guaíra recebe noite de reencontro com o sertanejo romântico A escolha do Teatro Guaíra para receber Matogrosso & Mathias em Curitiba reforça o peso simbólico da apresentação. Um dos espaços culturais mais tradicionais da cidade, o local deve servir de cenário para uma noite voltada à celebração de uma trajetória que ajudou a moldar o sertanejo romântico no Brasil. Por fim, o show promete reunir fãs antigos, admiradores da música brasileira e novas gerações em torno de canções que marcaram época. Em Curitiba, a turnê de 50 anos chega como uma oportunidade de reencontrar um repertório que segue vivo, forte e emocionalmente conectado ao público. Serviço Data: 22 de maio, sexta-feira Horário: 21h30 Local: Teatro Guaíra – Curitiba (PR) Endereço: Rua XV de Novembro, 971 – Centro – 80060-000 – Curitiba – PR Valores: a partir de R$ 150 (meia-entrada) Ingressos: à venda pela Disk Ingressos Compra online:https://www.diskingressos.com.br/event/3001 Quem tem direito à meia-entrada:** estudantes, idosos, professores, doadores de sangue, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda, conforme previsto em lei e mediante comprovação. Também pagam meia pessoas com comprovante de vacinação contra a Covid-19, integrantes dos clubes Clube GDO, Clube Cult e Clube Disk Ingressos, associados da OAB e sócios dos clubes Athletico Paranaense e Coritiba, conforme regras das entidades e da organização.

  • Cine Lido reabre e reforça shows em Curitiba

    O Cine Lido em Curitiba está prestes a voltar à cena cultural da cidade. Fechado desde os anos 2000, o espaço será reaberto em julho com uma nova proposta: funcionar como casa de shows e eventos de grande porte, reforçando o avanço de Curitiba no circuito nacional do entretenimento. Fachada em 3D do novo Cine Lido A retomada do imóvel acontece com investimento inicial de R$ 22 milhões e capacidade para receber até 2,5 mil pessoas. O antigo cinema, que marcou época na capital paranaense, retorna agora com estrutura adaptada para diferentes formatos de apresentação, em um movimento que combina memória, mercado e revitalização urbana. Cine Lido em Curitiba volta ao mercado com nova proposta A reabertura do Cine Lido em Curitiba marca a transformação de um dos prédios mais tradicionais da cidade em uma nova casa voltada para shows, espetáculos e eventos. A proposta deixa para trás a antiga função de cinema e passa a mirar uma agenda mais ampla, conectada às demandas atuais do mercado cultural. A estrutura foi pensada para atender desde apresentações musicais até eventos de maior porte. O espaço contará com som e luz instalados, bares, camarote e um salão versátil, capaz de se adaptar a diferentes configurações. Com isso, o Cine Lido retorna não apenas como lembrança afetiva do passado, mas como equipamento cultural voltado ao presente e ao futuro da cidade. Investimento de R$ 22 milhões impulsiona nova fase do espaço O novo momento do Cine Lido em Curitiba começa apoiado em um investimento robusto. Os R$ 22 milhões destinados à reabertura ajudam a dimensionar o tamanho da aposta em um mercado que voltou a ganhar força nos últimos anos. A proposta é inserir o espaço no radar de turnês e produções nacionais e internacionais, oferecendo uma estrutura pronta para diferentes demandas técnicas. Em um cenário em que Curitiba amplia sua presença no circuito de grandes shows, a nova casa surge como reforço estratégico. Além disso, a reabertura acontece em um momento em que a cidade busca ampliar a oferta de espaços adequados para receber eventos de médio e grande porte. Produtores com histórico em grandes eventos assumem o projeto A retomada do Cine Lido em Curitiba está nas mãos de profissionais que já circulam há anos pelo mercado do entretenimento ao vivo. De um lado estão Malu e Patrik Cornelsen, da Planeta Brasil Entretenimento, empresa responsável por projetos como Circuito Banco do Brasil Curitiba, Vivo Open Air e a FIFA FanFest na capital paranaense. Do outro lado estão Gian Zambon e Bruno Neves, da SevenX, que já assinaram produções de nomes como Metallica, Coldplay, Bruno Mars, Green Day, Iron Maiden, Katy Perry, Andrea Bocelli e Roberto Carlos. O currículo também inclui turnês e espetáculos de grande porte, como Cirque Du Soleil, Disney On Ice e o Festival Coolritiba. Esse histórico ajuda a explicar a ambição do projeto. Mais do que reabrir um prédio histórico, o grupo quer posicionar o espaço como uma nova referência no setor. Falta de casas para shows ajudou a impulsionar a ideia Segundo Malu Cornelsen, a vontade de ocupar o espaço ganhou força no período pós-pandemia, quando Curitiba passou a sentir mais claramente a ausência de casas preparadas para receber shows. “Chamou atenção o fato de ser um espaço grande, central e que já tinha histórico de isolamento acústico — algo raro e essencial para eventos”, afirma. A fala evidencia um ponto importante. A localização central e a estrutura do prédio transformaram o antigo cinema em uma oportunidade rara dentro de uma cidade que busca ampliar sua infraestrutura cultural. Proposta mira turnês e aproxima público do palco A intenção dos responsáveis é colocar o Cine Lido em Curitiba na rota de artistas e produções que passam pela cidade em turnê. A meta é criar um espaço que já nasça pronto para acolher diferentes formatos, sem exigir adaptações complexas a cada evento. Para Bruno Neves, a experiência do público será um dos diferenciais da casa. “É um espaço que aproxima público e artista, com tecnologia e conforto pensados para que cada pessoa tenha a sensação de estar próxima do palco, independentemente de onde esteja”, explica. Esse conceito reforça uma tendência atual do setor. Mais do que capacidade, o mercado busca espaços que entreguem imersão, conforto e uma relação mais direta entre plateia e apresentação. Reabertura dialoga com revitalização do centro de Curitiba A volta do Cine Lido em Curitiba também se conecta ao processo de revitalização do centro da cidade. Nos últimos anos, a região passou a receber novos investimentos e voltou a ser alvo de iniciativas voltadas à recuperação do fluxo de pessoas, da ocupação urbana e da circulação cultural. Nesse contexto, o retorno do antigo cinema pode ter impacto que vai além da agenda artística. Para os envolvidos, a reabertura tem potencial de influenciar o entorno, estimular a economia e reforçar a presença da cultura como vetor de transformação urbana. “O Cine Lido traz transformação, impulsionamento econômico, traz cultura, contribuição social e melhoria na qualidade de vida de todo o seu entorno”, diz Gian Zambon. Curitiba amplia espaço no circuito nacional de shows A reabertura do Cine Lido em Curitiba reforça um movimento maior. A capital paranaense vem consolidando sua presença no circuito nacional de grandes shows e eventos, atraindo produções relevantes e ampliando sua infraestrutura para receber artistas de diferentes portes. Com localização central, investimento alto e operação liderada por nomes experientes do setor, o espaço chega com a missão de preencher uma lacuna e fortalecer ainda mais a posição de Curitiba nesse mercado. Por fim, a volta do Cine Lido une memória e perspectiva. O prédio que fez parte da história cultural da cidade volta à ativa em um novo formato, agora voltado a experiências ao vivo e à ocupação contemporânea do centro curitibano. Serviço Reabertura: julho Local: Cine Lido, Curitiba Capacidade: até 2,5 mil pessoas Investimento inicial: R$ 22 milhões Saiba mais:https://www.instagram.com/cine.lido/

  • Lollapalooza Brasil 2027 tem datas e pré-venda

    O Lollapalooza Brasil 2027 já tem data para acontecer. A organização confirmou que a 14ª edição do festival será realizada nos dias 19, 20 e 21 de março de 2027, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, e iniciou nesta terça-feira a primeira fase de vendas com a modalidade LollaLovers. A nova etapa foi pensada para os fãs mais fiéis do festival. Com acesso aos três dias de evento, o pacote reúne vantagens exclusivas e começa a ser vendido a partir das 12h, pelo site da Ticketmaster. Neste primeiro momento, a compra é exclusiva para clientes dos cartões de crédito Bradesco pessoa física, titulares e adicionais, além de cartões next, Bradescard e Digio, de todas as bandeiras. Foto: Reprodução Lollapalooza Brasil 2027 confirma nova edição após público de 285 mil pessoas O anúncio do Lollapalooza Brasil 2027 acontece logo após a edição de 2026 reunir 285 mil pessoas ao longo de três dias. Foram 42 horas de música e uma sequência de apresentações que voltaram a colocar o festival entre os eventos mais aguardados do calendário nacional. Agora, a organização aposta em antecipar o movimento do público. Ao confirmar a próxima edição com quase um ano de antecedência, o festival já abre caminho para a primeira fase de vendas e mantém a conexão com os fãs que costumam se programar com antecedência. Pré-venda LollaLovers começa com benefícios exclusivos A modalidade pré-venda LollaLovers foi criada para quem quer garantir presença no Lollapalooza Brasil 2027 com antecedência e melhores condições. O ingresso dá acesso aos três dias de festival por meio do Lolla Pass e inclui uma série de benefícios. Entre as vantagens anunciadas estão o parcelamento em até 12 vezes sem juros, 20% de desconto na compra antecipada de bebidas pelo aplicativo oficial, isenção da taxa de serviço, entrada preferencial no evento e pôster comemorativo da edição 2027. Além disso, o desconto de 20% para bebidas será válido apenas no mês do festival. A proposta busca transformar a compra antecipada em uma experiência mais vantajosa para o público. Valores do LollaLovers são divididos em três categorias Nesta primeira fase, o Lollapalooza Brasil 2027 disponibiliza o LollaLovers em três categorias de preço. Para quem tem direito legal à meia-entrada, o valor será de 12 parcelas de R$ 76,00. Já a Entrada Social Bradesco, aberta a todos os públicos, custa 12 parcelas de R$ 85,27. Nessa modalidade, há 45% de desconto sobre o valor da inteira, com doação automática de R$ 20 para instituições parceiras do festival. Por fim, a modalidade inteira Bradesco será vendida em 12 parcelas de R$ 152,00. Entrada social mantém apoio a projetos sociais Desde 2018, o festival mantém a modalidade Entrada Social como parte de sua estratégia de unir entretenimento e impacto social. No Lollapalooza Brasil 2027, a compra nessa categoria gera uma doação automática para os projetos Guri, Casa do Zezinho e Criança Esperança. Com isso, o público consegue acesso a um valor reduzido, enquanto o festival reforça seu compromisso com iniciativas sociais. A medida também amplia a possibilidade de participação de mais pessoas no evento. Ticketmaster será responsável pela venda oficial A operação de venda de ingressos do Lollapalooza Brasil 2027 ficará sob responsabilidade da Ticketmaster, parceira oficial do festival. Segundo a organização, as vendas do LollaLovers acontecem sem cobrança de taxa de serviço no site oficial da plataforma. O público também foi alertado sobre a atuação de sites fraudulentos. Por isso, a recomendação é utilizar apenas o canal oficial de vendas para evitar golpes e compras inválidas. A organização informou ainda que cada cliente poderá comprar um ingresso LollaLovers, na categoria Pass, por CPF. Público geral ainda aguarda data de abertura das vendas Por enquanto, a pré-venda do Lollapalooza Brasil 2027 está restrita aos clientes Bradesco, next, Bradescard e Digio nas condições anunciadas. A data de abertura das vendas para o público geral ainda será divulgada. Essa estratégia já se tornou comum em grandes festivais. Primeiro, são abertas janelas exclusivas para parceiros comerciais. Depois, as vendas são ampliadas ao restante do público. Festival mantém posição de referência global Criado por Perry Farrell em 1991, o Lollapalooza se consolidou como um dos festivais mais influentes do mundo. Ao longo de mais de três décadas, o evento ajudou a redefinir o formato dos grandes encontros musicais ao reunir gêneros diversos, promover experiências urbanas e ampliar sua presença para vários países. Hoje, além de Chicago, o festival também está presente em mercados como Chile, Argentina, Brasil, Alemanha, França e Índia. Esse histórico ajuda a explicar por que o Lollapalooza Brasil 2027 continua cercado de expectativa mesmo antes do anúncio do line-up. Serviço Lollapalooza Brasil 2027 Data: 19, 20 e 21 de março de 2027 Local: Autódromo de Interlagos, São Paulo Modalidade disponível: LollaLovers Início das vendas: hoje, a partir das 12h Canal oficial: Ticketmaster ao lado ticketmaster.com.br Benefícios do LollaLovers: acesso aos 3 dias de festival com Lolla Pass parcelamento em até 12x sem juros 20% de desconto na compra antecipada de bebidas pelo aplicativo oficial isenção da taxa de serviço entrada preferencial no evento pôster comemorativo Lollapalooza Brasil 2027 Valores:Meia-entrada Bradesco: 12x de R$ 76,00 Entrada social Bradesco: 12x de R$ 85,27 Inteira Bradesco: 12x de R$ 152,00 Quem pode comprar nesta fase: clientes dos cartões de crédito Bradesco pessoa física, titular e adicional, next, Bradescard e Digio, de todas as bandeiras Redes sociais oficiais: Instagram @lollapaloozabr Twitter @lollapaloozabr

  • Emicida Racional MCMV Tour chega a Curitiba

    A Emicida Racional MCMV Tour em Curitiba já tem data marcada e promete colocar a capital paranaense no centro de uma das turnês mais relevantes do rap brasileiro em 2026. O rapper paulistano sobe ao palco do Igloo Super Hall, no dia 27 de junho, em um show que transforma em experiência ao vivo o universo do álbum Emicida Racional VL 2 – Mesmas Cores & Mesmos Valores. Realizada pela 30e e apresentada pelo Itaú Live, a turnê nasce do diálogo de Emicida com a obra dos Racionais MC’s. No palco, esse encontro se expande em novas interpretações, arranjos e leituras de repertório, em uma proposta que o próprio artista define como um novo conceito de show de “rep”, com E, em referência a “ritmo e poesia”. Foto: Reprodução 30e Curitiba recebe Emicida em uma das datas mais aguardadas da turnê Para o público paranaense, a confirmação da Emicida Racional MCMV Tour em Curitiba reforça o peso da cidade no circuito de grandes shows nacionais. A apresentação acontece no Igloo Super Hall, no bairro Tarumã, espaço que vem se consolidando como uma das principais casas de eventos da capital. A passagem por Curitiba integra um roteiro que inclui cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre. Ainda assim, a data curitibana ganha destaque por aproximar o público local de um projeto que une reverência, reinvenção e potência cênica. Além disso, a apresentação na cidade acontece antes de algumas outras praças anunciadas, o que aumenta a expectativa em torno da noite de 27 de junho. Turnê parte de homenagem aos Racionais MC’s A Emicida Racional MCMV Tour em Curitiba carrega uma origem afetiva. O projeto nasce do álbum em que Emicida se debruça sobre a obra dos Racionais MC’s para criar narrativas próprias, em um gesto que funciona como tributo e continuidade. O nome MCMV, além de remeter a Mesmas Cores & Mesmos Valores, também faz referência a 1905 em algarismos romanos, ano em que Albert Einstein apresentou a Teoria da Relatividade. A imagem serve como base conceitual para o espetáculo, que propõe uma experiência em que tempo e espaço se tornam relativos à percepção de cada fã. Essa construção dá ao show uma dimensão que vai além da execução musical. Em vez de apenas reproduzir faixas, Emicida transforma a apresentação em uma jornada emocional e artística. Repertório passeia por várias fases da carreira No palco, a Emicida Racional MCMV Tour em Curitiba vai reunir músicas do novo disco e também canções de fases importantes da trajetória do rapper. O espetáculo inclui faixas como “Finado Neguim Memo?” e “Us Memo Preto Zica”, além de revisitar trabalhos que marcaram sua discografia. Esse percurso vai da mixtape Pra Quem Já Mordeu um Cachorro por Comida, até que Eu Cheguei Longe…, lançada em 2009, até o premiado AmarElo, de 2019. Por isso, o show em Curitiba deve oferecer ao público um panorama amplo da obra do artista, conectando diferentes momentos de sua carreira. Emicida promete ampliar no palco a emoção do estúdio Ao falar sobre a turnê, Emicida destacou que o processo de criação do álbum foi intenso e sensível. Segundo ele, a proposta agora é levar para o palco a mesma emoção vivida em estúdio, mas em escala ampliada. O artista afirmou que a turnê o desafiou a olhar para tudo que já construiu ao vivo e ir além. A ideia é apresentar novos arranjos e novas interpretações, sem perder o propósito original das canções. Essa promessa ajuda a explicar por que a Emicida Racional MCMV Tour em Curitiba é tratada como uma das apresentações mais aguardadas do calendário de shows da cidade. Ingressos para Curitiba têm área VIP e pista Em Curitiba, os ingressos para a Emicida Racional MCMV Tour em Curitiba foram organizados em dois setores. A Área VIP tem valores a partir de R$ 97,50 na meia-entrada legal, R$ 117 na entrada social e R$ 195 na inteira. Já a Pista parte de R$ 52,50 na meia-entrada, R$ 63 na entrada social e R$ 105 na inteira. As vendas online acontecem pela Eventim, enquanto a bilheteria oficial em Curitiba funciona no Hard Rock Café Curitiba, na Rua Buenos Aires, 50, no Batel. O local atende de segunda a sábado, em dois períodos: das 12h30 às 17h e das 17h30 às 19h. Clientes Itaú Unibanco contam com pré-venda exclusiva, 15% de desconto sobre o valor dos ingressos em compras com cartão de crédito e parcelamento em até três vezes sem juros, conforme as regras da promoção. Curitiba entra na rota de um dos projetos mais ambiciosos do rap nacional Com a Emicida Racional MCMV Tour em Curitiba, a capital paranaense recebe um espetáculo que não se limita ao formato tradicional de show. A proposta envolve conceito, memória, repertório e uma leitura contemporânea da trajetória de um dos artistas mais importantes do país. Por fim, a noite de 27 de junho deve reunir fãs antigos e novos ouvintes em uma apresentação que conecta homenagem, evolução artística e presença de palco. Para Curitiba, é mais uma chance de sediar um evento de peso na agenda nacional da música ao vivo. Serviço Emicida Racional MCMV Tour em Curitiba Data: 27 de junho de 2026, sábado Local: Igloo Super Hall — Rua Dino Bertoldi, Tarumã, Curitiba – PR Classificação etária: entrada e permanência de crianças e adolescentes de 5 a 15 anos acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos desacompanhados dos responsáveis legais. Setores e preços:Área VIP: R$ 97,50 (meia-entrada legal) | R$ 117,00 (entrada social) | R$ 195,00 (inteira) Pista: R$ 52,50 (meia-entrada legal) | R$ 63,00 (entrada social) | R$ 105,00 (inteira). Venda online: Eventim ao lado eventim.com.br/emicida Bilheteria oficial: Hard Rock Café Curitiba — R. Buenos Aires, 50, Batel, Curitiba – PR Funcionamento: segunda a sábado, das 12h30 às 17h e das 17h30 às 19h. Benefícios para clientes Itaú Unibanco: pré-venda exclusiva com 15% de desconto em compras com cartões de crédito do banco, limite de 4 ingressos por CPF e parcelamento em até 3x sem juros. Site Itaú Live:https://www.itau.com.br/itau-live

  • Jonathan no Festival de Curitiba: crítica da peça

    Quando saí de Jonathan no Festival de Curitiba, tive a sensação rara de ter assistido a uma peça que não apenas conta uma história, mas reorganiza o meu modo de olhar para ela. Há espetáculos que impressionam pelo tema. Outros, pela forma. Jonathan me atravessou porque consegue sustentar os dois com uma precisão incomum. É uma obra que pensa profundamente, mas não perde calor humano. É política, mas nunca vira palestra. É poética, mas não se esconde atrás de abstrações vazias. E talvez seja justamente por isso que ela me conquistou tanto. Foto: Lina Sumizono O que mais me chamou atenção desde o início foi a inteligência com que a peça transforma um enredo aparentemente simples em uma reflexão ampla sobre poder, memória, ocupação e herança histórica. A premissa do jovem Jonathan, que herda a missão de cuidar da tartaruga Jonathan, já seria forte por si só. Mas a peça vai muito além do simbolismo fácil. O que vejo em cena é uma construção dramatúrgica muito mais sofisticada, em que o nome compartilhado entre o personagem e a tartaruga deixa de ser apenas uma coincidência e passa a funcionar como espelho, continuidade e tensão. Essa escolha dramatúrgica é brilhante porque cria uma ponte entre dois tempos. De um lado, a tartaruga, figura de duração extrema, de permanência, de sobrevivência. Do outro, o jovem, atravessado pela urgência do presente, pela formação de identidade, pela necessidade de entender o lugar que ocupa num mundo moldado por estruturas que vieram antes dele. Para mim, a peça encontra aí um dos seus gestos mais bonitos: ela encena o encontro entre o que sobreviveu ao tempo e o que ainda está tentando nascer dentro dele. Um anticolonialismo que não vira discurso engessado O que mais me seduziu em Jonathan no Festival de Curitiba foi a forma como a crítica ao pensamento colonial aparece entranhada na peça, e não colocada sobre ela como um comentário externo. Em muitos espetáculos, a denúncia vem pronta, organizada, correta, mas previsível. Aqui, não. Aqui eu senti que o colonialismo não era um assunto decorado; era uma atmosfera, uma estrutura, uma lógica operando por trás dos corpos, das imagens, dos símbolos e das relações. A peça me pareceu anticolonial justamente porque compreende que o colonialismo não vive apenas nos livros de história nem nas grandes invasões que aprendemos a nomear. Ele segue se reproduzindo nas formas de narrar, de ocupar, de classificar, de decidir quem merece existir plenamente e quem deve se adaptar a uma ordem já imposta. Jonathan percebe isso com nitidez e escolhe responder não com rigidez teórica, mas com imaginação cênica. É esse ponto que considero um dos maiores méritos do espetáculo. A peça denuncia, sim, mas não abre mão da invenção. Ela critica, sim, mas não abandona o encantamento. E essa combinação me parece muito poderosa, porque desloca a crítica do lugar do óbvio e a leva para um campo mais sensível, mais artístico e, por isso mesmo, mais incisivo. A tartaruga Jonathan como arquivo vivo da violência e da permanência A tartaruga Jonathan é, para mim, uma das imagens mais fortes que vi no teatro recentemente. Não apenas porque carrega um peso histórico evidente, mas porque a peça consegue fazê-la significar muitas coisas ao mesmo tempo sem perder clareza. Ela é memória. Ela é testemunha. Ela é permanência. Ela é um corpo que atravessou camadas de tempo e, por isso, virou quase um arquivo vivo da ilha, do poder, das marcas deixadas pela colonização e das narrativas que se acumulam sobre aquele território. Ao mesmo tempo, ela não aparece apenas como relíquia do passado. A tartaruga também me pareceu funcionar como uma espécie de medida silenciosa da brutalidade humana: enquanto ela permanece, os sistemas de poder ao redor tentam ordenar o mundo, controlar a terra, disciplinar vidas e definir futuros. O efeito disso na peça é devastador. Porque, quando o jovem Jonathan é colocado em relação com essa tartaruga, eu não vejo apenas um menino cuidando de um animal. Vejo um jovem sendo chamado a lidar com um legado que não é só familiar, mas histórico. Ele não recebe apenas uma tarefa. Recebe um fardo simbólico. Recebe uma chave de leitura do mundo. Recebe, sem pedir, uma convivência íntima com algo que o obriga a pensar sobre o que veio antes dele e sobre o que ainda será possível depois dele. O nome duplicado e a força da analogia A coincidência entre os dois Jonathans me parece um dos recursos mais belos do texto. Há algo muito delicado e muito agudo nessa duplicação. Porque ela embaralha as fronteiras entre sujeito e símbolo, entre homem e metáfora, entre biografia e história coletiva. Para mim, essa escolha produz uma das maiores forças emocionais da peça. O personagem não olha para a tartaruga como quem observa algo distante. Existe entre eles uma ligação que já nasce marcada pela linguagem, pelo nome, por uma espécie de parentesco simbólico. É como se a peça dissesse que nenhum corpo nasce fora da história. O Jonathan jovem já carrega, no próprio nome, o peso de uma herança que não escolheu, mas da qual não consegue escapar. E a beleza do espetáculo está em não transformar isso numa condenação simples. O legado, aqui, não aparece apenas como prisão. Ele também pode ser leitura, consciência, travessia. A peça não oferece uma resposta fechada sobre o que fazer com o passado. O que ela faz, com muita inteligência, é mostrar que ignorá-lo não é uma opção. Os Porzanas e a caricatura feroz do invasor Outro aspecto que me impressionou foi a invenção dos Porzanas. A peça acerta muito ao não representar a lógica colonial de maneira burocrática ou genérica. Em vez disso, ela cria uma figura que concentra arrogância, invasão, ridículo e violência numa presença cênica que me parece ao mesmo tempo fabular e concreta. Os Porzanas funcionam como síntese do invasor. Não apenas daquele que chega pela força, mas daquele que se instala com a convicção de que pode reorganizar tudo a partir de si. São personagens que carregam esse impulso clássico do pensamento colonial: ocupar, rebatizar, domesticar, enquadrar, transformar o outro e a terra do outro em extensão da própria vontade. O que me agrada muito nessa construção é que a peça não os trata com reverência. Ela os expõe também pelo grotesco. E isso é um acerto tremendo. Porque há algo de profundamente patético no colonizador quando seu verniz de autoridade começa a rachar. Jonathan parece compreender isso muito bem. Em vez de entregar uma representação endurecida do poder, ela introduz fissuras, ironias e sinais de caricatura que revelam a fragilidade moral dessa suposta superioridade. A meia soquete como detalhe genial de crítica Se eu tivesse que escolher um detalhe para exemplificar a inteligência visual e simbólica da peça, eu escolheria a meia soquete usada pelos Porzanas. Pode parecer um elemento pequeno, quase insignificante à primeira vista, mas para mim ele concentra uma leitura cênica muito afiada. A meia soquete rebaixa a pose. Ela ridiculariza o refinamento. Ela desmonta a fantasia de civilidade com um detalhe de figurino que expõe o vazio por trás do gesto colonial. Há algo de muito forte nisso: transformar um acessório banal em signo de classe, de impostura e de violência mascarada. Eu gostei demais dessa escolha porque ela mostra como a peça pensa nos detalhes. Não é um teatro que confia apenas no texto ou no tema. É um teatro que constrói sentido também na superfície das coisas, no figurino, na imagem, na textura simbólica do que está em cena. E quando isso acontece, a crítica deixa de estar só na fala. Ela passa a vibrar no corpo inteiro do espetáculo. A referência à ave extinta e o colonialismo como devastação da vida Uma das leituras mais potentes que fiz da peça está nessa possível relação entre os Porzanas e a ave nativa da ilha que já desapareceu. Independentemente de a peça explicitar isso de forma direta ou manter a referência mais insinuada, o efeito interpretativo é muito forte. Porque, quando conecto esse nome à memória de uma espécie extinta, a peça ganha uma camada ainda mais dolorosa. O colonialismo deixa de ser lido apenas como dominação política e racial. Ele passa a aparecer também como máquina de devastação ecológica, apagamento ambiental e destruição de mundos inteiros. Esse ponto me parece central. Muitas vezes, quando falamos de colonialismo, ficamos restritos às instituições, às guerras, às fronteiras, aos governos. Jonathan me faz lembrar que colonizar também é reordenar violentamente a vida, destruir ecossistemas, eliminar espécies, apagar os vínculos entre território e pertencimento. É violentar não só pessoas, mas o chão, os ritmos, os animais, a memória orgânica de um lugar. Nesse sentido, a peça me parece extremamente sofisticada. Ela articula raça, território, história e natureza sem que uma dimensão apague a outra. Tudo convive. Tudo se contamina. Tudo se reforça. Uma narrativa que emociona porque sabe contar Talvez o que mais me fez admirar Jonathan no Festival de Curitiba tenha sido a forma. A peça poderia ter escolhido o caminho mais previsível: um discurso grave, uma linha dramática mais expositiva, uma condução excessivamente solene. Não escolhe. Felizmente, não escolhe. O que encontro em cena é uma narrativa que confia na oralidade, na fabulação, na delicadeza e no humor. Isso, para mim, faz toda a diferença. Porque o espetáculo entende que profundidade não precisa ser sinônimo de rigidez. Dá para pensar grande sem endurecer a emoção. Dá para denunciar sem abandonar a beleza. Dá para criticar sem transformar o teatro em sermão. Eu gosto muito quando uma obra política se lembra de continuar sendo arte. E foi exatamente essa sensação que tive aqui. Jonathan me parece uma peça muito consciente daquilo que quer dizer, mas também muito segura do modo como escolhe dizer. E esse equilíbrio é raro. O impacto da primeira pessoa em cena e a sensação de escuta íntima Uma das razões pelas quais a peça me tocou tanto é que ela não constrói distância. Há um senso de proximidade muito forte. A narração, a condução da história e a forma como o personagem se coloca no centro da própria travessia criam uma escuta íntima. Eu não me senti apenas diante de uma tese teatralmente ilustrada. Me senti diante de alguém tentando organizar a própria experiência e, ao fazer isso, revelando também um sistema maior de violência e permanência. Essa escala íntima é fundamental. Porque impede que a peça se torne abstrata demais. O colonialismo, aqui, não é só conceito. Ele tem consequência emocional, corporal, afetiva. Ele atravessa a formação de um menino. Ele pesa sobre o nome. Ele organiza o legado. Ele decide quem herda o quê. Ele transforma missão em fardo. Ele transforma memória em responsabilidade. E, para mim, quando a peça consegue fazer esse movimento, ela alcança um grau de verdade muito alto. O que mais admirei em Jonathan Se eu tivesse que resumir o que mais me encantou em Jonathan, eu diria que foi a capacidade de juntar delicadeza e contundência sem sacrificar nenhuma das duas. A peça é sensível, mas não ingênua. É crítica, mas não panfletária. É simbólica, mas não nebulosa. É poética, mas nunca vazia. Eu admiro muito quando um espetáculo consegue criar analogias tão fortes sem parecer que está o tempo todo pedindo para o público decifrá-las. Em Jonathan, os símbolos respiram organicamente dentro da história. A tartaruga não é um emblema colado de fora. Os Porzanas não são apenas alegoria. A meia soquete não é um capricho visual. Tudo parece integrado a uma dramaturgia que sabe o que faz e sabe onde quer chegar. E talvez seja por isso que a peça permaneça comigo mesmo depois do fim. Porque ela não entrega só uma boa ideia. Entrega uma forma de pensar através do teatro. Minha crítica final Saí de Jonathan no Festival de Curitiba com a sensação de ter visto uma das obras mais inteligentes e sensíveis dessa edição. É uma peça que confronta a lógica colonial sem abrir mão de encantamento, humor e densidade poética. Faz isso com uma maturidade rara, apostando em analogias muito bem construídas, em imagens que permanecem e numa condução narrativa que transforma história em experiência. Para mim, Jonathan é daquelas peças que justificam o teatro como espaço de pensamento vivo. Não porque oferece respostas prontas, mas porque me empurra para perguntas mais fundas. Sobre herança. Sobre ocupação. Sobre memória. Sobre o que sobrevive. Sobre o que foi apagado. E sobre quem ainda precisa disputar o direito de narrar o próprio futuro. É uma peça bonita, firme, inventiva e profundamente necessária. E o melhor elogio que posso fazer a ela é este: raramente vejo uma crítica ao colonialismo ganhar corpo com tanta elegância, tanta inteligência e tanta humanidade ao mesmo tempo.

  • Barão Vermelho Encontro chega a Curitiba em agosto

    O Barão Vermelho Encontro vai ganhar novos palcos pelo Brasil e já tem data para desembarcar em Curitiba. A turnê, que celebra a trajetória de uma das bandas mais marcantes do rock nacional, terá apresentação na capital paranaense no dia 29 de agosto de 2026, no Igloo Super Hall, com ingressos à venda pela Eventim. Realizado pela 30e e apresentado pelo Itaú Live, o projeto reúne Roberto Frejat, Guto Goffi, Mauricio Barros e Dé Palmeira, nomes da formação original do grupo, além do convidado especial Fernando Magalhães, que entrou na banda em 1985. A proposta é revisitar diferentes fases do Barão Vermelho e reafirmar a força de um repertório que atravessa gerações. Créditos: Pedro Dimitrow Barão Vermelho Encontro celebra legado do rock brasileiro O Barão Vermelho Encontro nasce como uma turnê comemorativa e afetiva. Mais do que um retorno ao palco, o projeto revisita a história de uma banda que ajudou a definir a atitude do rock brasileiro cantado em português. A trajetória do grupo sempre foi marcada pela fusão de referências distintas. Dé Palmeira trouxe a música brasileira, com influência dos Novos Baianos. Frejat aproximou a banda do blues. Mauricio Barros e Guto Goffi vieram do rock. No centro dessa mistura, Cazuza ajudou a transformar essas influências em uma identidade única, decisiva para o BRock. Essa dimensão histórica é um dos motores da turnê. O reencontro da formação original, ainda que sem Cazuza no palco, aciona memórias, repertórios e vínculos que permanecem vivos no imaginário da música brasileira. Curitiba recebe show em agosto no Igloo Super Hall No Paraná, o Barão Vermelho Encontro será apresentado em 29 de agosto de 2026, um sábado, no Igloo Super Hall, localizado na Rua Dino Bertoldi, 740, no bairro Tarumã, em Curitiba. A classificação etária permite entrada e permanência de crianças e adolescentes de 5 a 15 anos acompanhados dos pais ou responsáveis, enquanto jovens de 16 e 17 anos podem entrar desacompanhados. Os ingressos para a apresentação em Curitiba começaram a ser vendidos no dia 27 de março, a partir das 14h, no site da Eventim. Os valores partem de R$ 100 na meia-entrada legal para a pista e chegam a R$ 400 na inteira da Área VIP Itaú Personnalité. Turnê passa por quatro capitais brasileiras Além de Curitiba, o Barão Vermelho Encontro também tem datas confirmadas em outras três capitais. O roteiro inclui Porto Alegre, em 27 de junho, Florianópolis, em 8 de agosto, e Belo Horizonte, em 26 de setembro. Antes disso, a turnê já havia anunciado apresentações no Rio de Janeiro, em 30 de abril, na Farmasi Arena, e em São Paulo, em 23 de maio, no Allianz Parque. Nessas duas datas, o projeto contará com participação especial de Ney Matogrosso, adicionando ainda mais peso simbólico à celebração. Repertório passeia por todas as fases da banda O setlist do Barão Vermelho Encontro vai percorrer momentos fundamentais da história do grupo. Entre as músicas citadas na divulgação estão “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”, “Por Você”, “Bete Balanço”, “Pro Dia Nascer Feliz”, “Maior Abandonado”, “Puro Êxtase” e “Codinome Beija-Flor”. A escolha reforça o caráter abrangente da turnê. O show não mira apenas a nostalgia. Ele também reposiciona o Barão como uma obra viva, ainda atual pela potência de suas composições e pela conexão emocional com o público. Integrantes destacam reencontro e memória de Cazuza Os músicos envolvidos no projeto têm tratado a turnê como um momento especial de celebração. Mauricio Barros afirmou que fazer essa série de shows com Dé Palmeira e Frejat remete aos primeiros ensaios da banda, ainda antes da chegada de Cazuza. Segundo ele, embora o artista não esteja fisicamente presente, seguirá representado por suas letras e músicas. Guto Goffi também destacou o peso afetivo do reencontro da formação original. Para o baterista, o retorno revive lembranças de 1982, ano em que a banda ganhou projeção nacional. Já Frejat afirmou que não poderia celebrar seus 44 anos de carreira sem passar pelo Barão Vermelho, definido por ele como o início de tudo. Dé Palmeira resumiu o projeto como um presente da vida e afirmou que o público pode esperar um show à altura da tradição da banda, mas com um caráter especial. Projeto faz parte da label Encontro, da 30e O Barão Vermelho Encontro integra a label Encontro, criada pela 30e. A proposta teve início com o Titãs Encontro, turnê que reuniu integrantes históricos da banda paulista e se tornou um marco recente do mercado de shows no Brasil. Segundo Alexandre Wesley, VP de Global Touring da 30e, a expectativa é que o novo projeto repita o sucesso da experiência anterior. A aposta é em uma superprodução com telões, cenografia e iluminação capazes de transportar o público para a atmosfera da banda. Ao mesmo tempo, o Itaú Live reforça a estratégia de associar música, benefícios e relacionamento com o público. A plataforma oferece pré-venda exclusiva, descontos e parcelamento em até três vezes sem juros para clientes do banco, tanto na pré-venda quanto em outras etapas da venda, conforme as condições da promoção. Serviço Barão Vermelho Encontro em Curitiba Data: 29 de agosto de 2026, sábado Local: Igloo Super Hall — R. Dino Bertoldi, 740, Tarumã, Curitiba – PR Classificação etária: entrada e permanência de crianças e adolescentes de 5 a 15 anos acompanhados dos pais ou responsáveis; de 16 a 17 anos, desacompanhados Ingressos:Pista: a partir de R$ 100,00 (meia-entrada legal) | a partir de R$ 120,00 (entrada social) | a partir de R$ 200,00 (inteira) Área VIP Itaú Personnalité: a partir de R$ 200,00 (meia-entrada legal) | a partir de R$ 240,00 (entrada social) | a partir de R$ 400,00 (inteira) Venda online: Eventim http://eventim.com.br/baraovermelhoencontroBilheteria oficial em Curitiba: Hard Rock Café Curitiba – Bilheteria Eletrônica, R. Buenos Aires, 50, Batel Funcionamento: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, domingos e feriados não abre Benefícios para clientes Itaú: pré-venda exclusiva com 15% de desconto em compras com cartão de crédito Itaú, limitada a 4 ingressos por CPF, além de parcelamento em até 3x sem juros. Site Itaú Live:https://www.itau.com.br/itau-live

  • Festival de Curitiba abre ao som do samba

    O Festival de Curitiba começou sua 34ª edição ao som do samba e com a ambição de reafirmar a capital paranaense como centro da produção cultural brasileira. Com 435 atrações espalhadas por teatros, espaços culturais, ruas e praças, o maior evento de artes cênicas do país transforma Curitiba e a Região Metropolitana em palco para diferentes linguagens, estéticas e debates. A abertura desta edição apostou em uma celebração grandiosa. Sob o comando de Milton Cunha, a aula-show Samba: As Escolas e suas narrativas marca o primeiro ato do festival e leva para a Pedreira Paulo Leminski o encontro entre carnaval, dramaturgia e identidade brasileira. Mais do que um espetáculo, a apresentação simboliza o espírito da programação deste ano: diversidade, celebração e reflexão. Samba As Escolas e suas Narrativas / Foto: Humberto Araujo Festival de Curitiba desloca o eixo cultural do país Ao longo de quase duas semanas, o Festival de Curitiba concentra na cidade uma programação que reúne companhias consagradas, artistas de diferentes regiões do Brasil e atividades formativas gratuitas. Na prática, o evento desloca temporariamente para Curitiba uma parte importante do debate sobre a produção artística nacional. Essa força também se reflete na curadoria da Mostra Lucia Camargo, assinada por Daniele Sampaio, Giovana Soar e Patrick Pessoa. O trio buscou equilibrar qualidade artística, pluralidade estética e trajetórias fundamentais para o teatro brasileiro. Entre os 28 espetáculos selecionados para a principal vitrine do festival, há montagens que celebram a cultura popular sem abrir mão de temas sociais urgentes. Além disso, grupos com carreiras sólidas e reconhecidas nacionalmente reforçam o peso da programação. Milton Cunha abre festival com aula-show sobre escolas de samba A abertura oficial do Festival de Curitiba tem em Milton Cunha uma de suas figuras centrais. O carnavalesco comanda a aula-show Samba: As Escolas e suas narrativas, criada especialmente para esta edição do evento. Na apresentação, Cunha divide a cena com integrantes de importantes agremiações do carnaval carioca, entre eles Mestre Ciça, homenageado no desfile campeão da Unidos do Viradouro em 2026. Juntos, eles mostram ao público como as escolas de samba constroem a dramaturgia de seus enredos e transformam desfile em narrativa. A cerimônia de abertura para convidados aconteceu no dia 30 de março. Já a sessão aberta ao público foi marcada para o dia seguinte, também na Pedreira Paulo Leminski. Os atores Fernanda Fuchs e Diogo Verardi, conhecidos por Malhassaum, assumem o papel de mestres de cerimônia. Mostra Lucia Camargo reúne nomes fundamentais do teatro A Mostra Lucia Camargo segue como o núcleo mais simbólico da programação. Nesta edição, o Festival de Curitiba escalou grupos de longa trajetória e grande relevância na cena nacional. Entre os destaques estão o carioca Armazém, os cearenses da Carroça de Mamulengos, os mineiros do Grupo Corpo e o Galpão. Este último abre os trabalhos com o premiado (Um) Ensaio Sobre a Cegueira, baseado na obra de José Saramago. Segundo a diretora do festival, Fabíula Passini, a curadoria celebra a qualidade artística e a riqueza de produções espalhadas pelo país. A escolha também evidencia o compromisso do evento em aproximar o público de diferentes formas de fazer teatro. Interlocuções amplia debate sobre as artes cênicas Em paralelo às apresentações, o Festival de Curitiba mantém uma frente importante de formação e pensamento. O Interlocuções reúne encontros, debates e ações educativas que estimulam o aprendizado e a troca entre artistas, estudantes e público interessado. As atividades são gratuitas e reforçam um dos papéis mais relevantes do evento. Além de apresentar espetáculos, o festival também funciona como espaço de reflexão sobre os rumos das artes cênicas no Brasil. Fringe segue como grande diferencial do evento Criado em 1998, o Fringe continua sendo um dos grandes marcos do Festival de Curitiba. O espaço permite a participação voluntária de companhias de teatro, circo, dança, música e outras vertentes artísticas, ampliando o alcance e a diversidade do evento. Em 2026, o Fringe reúne 248 espetáculos, com atrações vindas das cinco regiões do Brasil e também da Argentina. As apresentações ocupam mais de 50 espaços cênicos em Curitiba e na Região Metropolitana. Entre as 11 mostras programadas, o destaque vai para a inédita São Paulo Showcase, com 15 produções paulistas gratuitas. Outra ação importante é a terceira edição da Rodada de Conexões, que aproxima curadores, programadores e grupos participantes. Risorama, Mostra Surda, Guritiba e Gastronomix reforçam pluralidade A programação do Festival de Curitiba também inclui braços já tradicionais do evento. O Risorama, considerado o maior evento de humor da América Latina, acontece de 3 a 7 de abril na Pedreira Paulo Leminski e reúne nomes como Nany People, Bruna Louise, Whindersson Nunes e Robson Souza. A Mostra Surda de Teatro volta a afirmar a potência da arte em Libras, com estreias nacionais, poesia e oficinas na Capela Santa Maria. A iniciativa valoriza artistas e produtores surdos e amplia o debate sobre acessibilidade cultural. Já a Mostra Guritiba retorna ao Auditório Poty Lazzarotto, no Museu Oscar Niemeyer, com programação voltada ao público infantojuvenil. Neste ano, os espetáculos Azul e Da Janela compõem a grade nos fins de semana do festival. Por outro lado, o Gastronomix combina gastronomia, música e experiências artísticas em um ambiente de convivência. Com curadoria do chef Celso Freire e apresentação de Janine Mathias como mestre de cerimônias, o evento reúne pratos acessíveis e shows de artistas como Capybara Trio, Samba de Cassim, Rosa Armorial e Samba da Nega. Mish Mash encerra programação com leveza e impacto visual No último fim de semana, o Mish Mash retorna como um dos momentos mais lúdicos do Festival de Curitiba. O evento reúne música, mágica, acrobacias, contorcionismo, palhaçaria e malabarismo em um ritmo acelerado, pensado para surpreender o público a cada número. Mais uma vez, a Pedreira Paulo Leminski será o palco dessa celebração de encerramento, que aposta na leveza e no encantamento como marca final da edição. Festival movimenta economia criativa de Curitiba O impacto do Festival de Curitiba vai além da programação artística. Em 2025, cerca de 200 mil pessoas circularam por teatros, praças e espaços culturais durante o evento, movimentando aproximadamente R$ 50 milhões na economia criativa da capital e da região metropolitana. A expectativa da organização é superar esses números em 2026. O festival beneficia a cadeia produtiva da cultura, o setor de serviços, o turismo e os profissionais técnicos envolvidos em cada etapa da realização. Além disso, o evento também contribui para a formação de público e para a ampliação do acesso à cultura. Teatros cheios, programação diversa e atividades gratuitas ajudam a consolidar o festival como uma referência nacional. Serviço 34.º Festival de Curitiba Data: de 30 de março a 12 de abril de 2026 Valores: ingressos de R$ 0 a R$ 85, além de taxas administrativas Faixas de preços:Mostra Lucia Camargo: de R$ 42,50 a R$ 85 + taxa Risorama: de R$ 42,50 a R$ 85 + taxa Fringe: de gratuitos a R$ 75 + taxa Mostra Surda de Teatro: gratuita MishMash: de R$ 30 a R$ 60 + taxa Guritiba: de gratuitos a R$ 60 + taxa Gastronomix: de R$ 10 a R$ 20 + taxa Ingressos: site oficial https://www.festivaldecuritiba.com.br e bilheteria física no Shopping Mueller, Piso L3 Redes sociais: Facebook: @fest.curitiba Instagram: @festivaldecuritiba Twitter: @Fest_curitiba Informações importantes: Verifique a classificação indicativa e as orientações de cada espetáculo. Há sessões com acessibilidade em audiodescrição e intérpretes de Libras. Estudantes de teatro e artistas profissionais contam com ingressos promocionais na bilheteria física, conforme condições da organização.

  • Drag Zona 2026 estreia quinta temporada em Curitiba

    O Drag Zona 2026 já tem data para começar e promete movimentar Curitiba com uma temporada marcada por talento, diversidade e desafios intensos. Idealizado pela drag queen A DITA, o concurso transformista estreia sua quinta temporada no dia 4 de abril de 2026, consolidando ainda mais sua força na cena cultural da cidade. Foto: Luis Knapik Além de celebrar mais uma edição do projeto, a temporada deste ano também ganha um significado especial. Isso porque o evento marca os 10 anos de carreira de A DITA, nome que se tornou uma das referências da arte drag em Curitiba. Ao longo de três anos, o concurso se firmou como uma das principais vitrines para artistas transformistas da capital paranaense. Drag Zona 2026 reúne artistas de várias regiões do Brasil Nesta edição, o elenco será formado por 10 artistas drag selecionadas, vindas de diferentes regiões do país. Algumas participantes vivem em Curitiba, outras são naturais da cidade e também há competidoras de fora, criando uma mistura de estilos, experiências e narrativas no palco. Esse encontro de trajetórias distintas reforça a proposta do projeto. Mais do que uma competição, o concurso se apresenta como um espaço de visibilidade, troca artística e valorização da diversidade. Por isso, a expectativa é de que esta seja a maior temporada já realizada. Concurso aposta em formato sem eliminação O formato do Drag Zona 2026 segue uma dinâmica que já chama atenção do público. Não haverá eliminatórias ao longo das semanas. Em vez disso, as participantes vão acumular pontos a cada desafio, e a vencedora será aquela que mais se destacar durante toda a temporada. A cada sábado, novas temáticas serão propostas, o que deve elevar a tensão e a criatividade no palco. Com provas diferentes a cada semana, a competição promete esquentar os espaços que recebem o evento e exigir versatilidade das queens em todas as apresentações. Esse modelo torna a disputa ainda mais imprevisível. Afinal, cada performance passa a ter peso estratégico no resultado final, mantendo o público envolvido do início ao fim. Premiação cresce e inclui chance de valor dobrado Outro destaque do Drag Zona 2026 é a premiação, que chega como a maior já oferecida pelo concurso. A grande vencedora levará R$ 500, com a possibilidade de dobrar o valor por meio da ROLETA DZ. Além da quantia em dinheiro, a campeã também poderá conquistar trabalhos remunerados em grandes casas noturnas da cidade, além de outros prêmios especiais. A proposta amplia o alcance do concurso e fortalece sua importância como plataforma para impulsionar carreiras na cena drag local. Por outro lado, a premiação também reforça o nível da disputa. Com mais reconhecimento em jogo, a tendência é que a temporada seja uma das mais competitivas da história do projeto. Apresentação e jurados reúnem nomes de destaque A condução da temporada ficará por conta de A DITA e Gabryela Jhones, que assumem a apresentação principal. Enquanto isso, os quadros “Drops” e “Fogo no Parquinho” serão comandados por Feliscia e Andrea Grace. Na bancada fixa de jurados, o público encontrará nomes de peso da cena drag. Estão confirmados Linda Power, veterana reconhecida no meio, Ash Rose, drag king vencedor da segunda temporada, e Alexa Virmon, residente da Volt Club. Além deles, a produção também prepara participações de artistas convidados e profissionais reconhecidos nacionalmente, o que deve acrescentar ainda mais brilho e exigência às avaliações ao longo das noites. Onde e quando acontece a quinta temporada A estreia do Drag Zona 2026 acontece no dia 4 de abril, um sábado. Depois disso, o concurso segue nos dias 11, 18 e 25 de abril, com a grande final marcada para 9 de maio de 2026. A abertura e o encerramento terão um palco especial. A Grande Estreia, em 4 de abril, e a Grand Finale, em 9 de maio, acontecem no Teatro Cena Hum, localizado na Rua Senador Xavier da Silva, 166, no bairro São Francisco, em Curitiba. Já as demais datas serão realizadas no Espaço Fantástico das Artes, na Rua Trajano Reis, 41, também no bairro São Francisco, mantendo o clima vibrante da temporada em um dos pontos mais conhecidos da cena cultural curitibana. Ingressos para o Drag Zona 2026 têm desconto Os ingressos do Drag Zona 2026 estão disponíveis com desconto por meio do link de vendas informado pela produção. Quem optar pela compra antecipada ou pelo pacote com entradas para todas as noites poderá garantir valores promocionais. Além disso, o público também pode acessar a opção de meia-entrada mediante comprovante. Outra possibilidade é utilizar o código de desconto DRAGZONAS5, divulgado pela organização do evento. Com elenco diverso, formato competitivo sem eliminações e premiação recorde, a nova temporada chega cercada de expectativa. Para quem acompanha a cena drag de Curitiba, a disputa promete ser um dos destaques culturais das próximas semanas. Serviço Drag Zona – Quinta Temporada Datas: 4, 11, 18 e 25 de abril de 2026, aos sábados, com grande final em 9 de maio de 2026. Locais:Estreia (4/4) e final (9/5): Teatro Cena Hum — Rua Senador Xavier da Silva, 166, São Francisco, Curitiba – PR. Demais datas: Espaço Fantástico das Artes — Rua Trajano Reis, 41, São Francisco, Curitiba – PR. Ingressos: disponíveis no link de vendas divulgado pela produção, com desconto para compra antecipada e pacote completo. Código promocional: DRAGZONAS5. Idealização: A DITA Apresentação: A DITA e Gabryela Jhones Quadros especiais: Feliscia e Andrea Grace Jurados fixos: Linda Power, Ash Rose e Alexa Virmon

  • MOSTRA LUCIA CAMARGO – Édipo REC no Festival de Curitiba

    Há espetáculos que atualizam um clássico. Outros o implodem para reconstruí-lo a partir do presente. É nessa segunda categoria que se inscreve Édipo REC no Festival de Curitiba, nova criação do pernambucano Grupo Magiluth que chega à 34ª edição do evento como uma das montagens mais aguardadas da Mostra Lucia Camargo. Nos dias 8 e 9 de abril, às 20h30, a companhia ocupa a Ópera de Arame com uma releitura radical de Édipo Rei, de Sófocles, atravessada por linguagem cinematográfica, cultura pop, tecnobrega, participação ativa do público e uma reflexão cortante sobre a realidade filtrada das redes sociais. Foto: Camila Macedo A escolha da Ópera de Arame não é casual. Ao retornar com sua programação a um dos espaços mais emblemáticos de Curitiba, o festival entrega ao Magiluth a escala ideal para uma montagem pensada para o excesso, para a fricção e para o acontecimento. Não se trata apenas de apresentar uma peça, mas de instaurar uma experiência coletiva de alta voltagem estética e sensorial. Uma tragédia grega em chave de festa O que o Magiluth propõe com Édipo REC no Festival de Curitiba está longe de uma transposição reverente do texto clássico. A montagem é dividida em duas partes e parte justamente dessa ruptura formal para construir seu impacto. Na primeira metade, o espetáculo assume a forma de um grande “festão”, nas palavras do dramaturgo Giordano Castro. O público é convidado a subir ao palco, dançar, beber, circular e mergulhar numa atmosfera de discotecagem e pulsação coletiva. No centro dessa celebração está o DJ Édipo, figura que substitui o herói trágico tradicional por um forasteiro capaz de devolver momentaneamente a alegria a uma cidade marcada pela violência. Essa escolha, à primeira vista irreverente, guarda um raciocínio dramatúrgico preciso. Ao fazer da primeira parte uma experiência de prazer, presença e euforia, a peça amplia o abismo emocional da segunda metade, quando a tragédia enfim se impõe. É uma lógica herdada do próprio teatro grego, que compreendia a potência do contraste entre estados coletivos. O riso, a dança e a expansão do corpo não funcionam aqui como ornamento, mas como condição para que a queda tenha peso real. Da festa à ruína: o espetáculo como experiência imersiva Quando a primeira parte termina, o jogo muda. O público, até então convocado a viver a cena de dentro, é convidado a se sentar para acompanhar o desenrolar da tragédia. É nesse deslocamento que Édipo REC no Festival de Curitiba produz um de seus efeitos mais inteligentes: ele faz o espectador sentir na pele a passagem entre celebração e ruína, entre comunhão e colapso, entre o calor da festa e o frio da revelação. O Magiluth chama essa operação de “uma tragédia à la Magiluth”, e a definição faz sentido. O grupo, ao longo de mais de duas décadas, construiu uma assinatura baseada na participação ativa do público, na quebra de distâncias e na recusa do teatro como lugar de simples contemplação. Em Édipo REC, isso se intensifica. O espectador não é levado a apenas assistir à queda do protagonista, mas a experimentar a arquitetura emocional que prepara essa queda. Pasolini, cinema e o Édipo da era da superexposição A releitura nasce também de um encontro decisivo com o cinema. Giordano Castro afirma que a obra de Pier Paolo Pasolini foi central para a concepção do espetáculo. O filme do diretor italiano, ao imaginar o que antecede a estrutura original da tragédia, abriu ao grupo uma possibilidade dramatúrgica mais ampla: pensar não só o Édipo de Sófocles, mas a trajetória inteira do personagem, incluindo os caminhos que o levaram à própria catástrofe. Essa dimensão cinematográfica se combina à velha vocação do Magiluth para o audiovisual. Ao longo de sua trajetória, o grupo sempre trabalhou em fricção com câmeras, projeções e referências de linguagem filmica. Em Édipo REC no Festival de Curitiba, esse traço ganha novo sentido ao se cruzar com uma das questões centrais da peça: a crise da verdade em uma época dominada por imagens, recortes e produção permanente de conteúdo. A tragédia de Édipo, nesse contexto, deixa de ser apenas a de um homem que descobre ter matado o pai e se deitado com a mãe. A peça desloca o foco para outra pergunta: quem sou eu por trás de tudo aquilo que projeto, registro e ofereço ao mundo? Numa era em que todos têm uma câmera à mão e performam a si mesmos sem cessar, o gesto de se conhecer torna-se ainda mais instável — e talvez ainda mais trágico. Redes sociais, recorte e ficção do eu Um dos dispositivos mais instigantes da montagem é o corifeu transformado em câmera. Essa escolha atualiza o papel clássico do teatro grego e o projeta sobre o presente digital. A câmera observa, enquadra, edita e reproduz, mas jamais dá conta da totalidade da experiência. É precisamente nessa insuficiência que a peça finca uma de suas críticas mais agudas. O espetáculo insiste na ideia de que toda imagem é recorte. Toda narrativa de si, sobretudo nas redes, é parcial. O que aparece é uma versão possível, nunca a totalidade. Ao espelhar essa lógica em cena, o Magiluth confronta a crença contemporânea de que visibilidade equivale a verdade. Não equivale. E talvez seja justamente essa discrepância entre o que se mostra e o que se vive que aproxima tanto o Édipo clássico da subjetividade contemporânea. Em vez de elaborar um discurso moralizante sobre a internet, a peça prefere trabalhar com a fricção entre presença e mediação. O teatro, nesse sentido, surge como contraponto decisivo: por mais que o vídeo organize olhares e recortes, a experiência do que acontece ali continua dependendo do corpo vivo, da simultaneidade e da presença compartilhada. Magiluth: 22 anos entre radicalidade e permanência A presença do Magiluth no Festival de Curitiba carrega também um valor histórico. A companhia pernambucana mantém relação antiga com o evento, onde se apresentou pela primeira vez em 2012 e, desde então, acumulou passagens pela Mostra Fringe e pela Mostra Oficial, hoje Mostra Lucia Camargo. Esse retorno com Édipo REC reforça a posição do grupo como uma das formações mais consistentes e inventivas do teatro brasileiro contemporâneo. Fundado na Universidade Federal de Pernambuco, o Magiluth nasceu do encontro entre jovens artistas e amadureceu sem perder o impulso coletivo, experimental e profundamente ligado à cultura de Recife. Esse enraizamento aparece com nitidez no novo trabalho. A festa proposta pela peça, com grave alto e energia tecnobrega, não é uma abstração genérica de balada: ela tem a pulsação específica das festas recifenses, da cidade que moldou o grupo e continua a atravessar sua linguagem. Essa relação com Recife é central para compreender o Magiluth. O grupo fala de sua aldeia para falar do mundo, em um gesto que ecoa tanto no teatro quanto no cinema pernambucano recente. Não por acaso, o elenco e o entorno da peça dialogam com esse mesmo ecossistema artístico. A atriz convidada Nash Laila, presença constante no cinema pernambucano, ajuda a reforçar esse encontro entre palco e tela. Lubi, o “sétimo Magiluth” A montagem marca ainda mais um reencontro entre a companhia e Luiz Fernando Marques, o Lubi, diretor que assina pela quarta vez uma criação do grupo. A relação entre ambos já extrapolou há tempos a lógica convencional entre companhia e encenador convidado. O próprio Giordano Castro brinca chamando Lubi de “sétimo Magiluth”, tamanha a integração do diretor ao modo de criação do coletivo. Esse vínculo não se deve apenas à afinidade estética, mas a uma ética de trabalho baseada em horizontalidade e escuta. Lubi dirige a partir do material da sala de ensaio, do ator-criador, das tensões e proposições coletivas. Isso se ajusta perfeitamente à identidade do Magiluth, grupo que construiu sua trajetória justamente recusando hierarquias rígidas e apostando em processos compartilhados. O resultado é uma encenação em que todos parecem profundamente implicados. Há risco, invenção e domínio. O espetáculo não transmite a sensação de algo imposto de fora, mas de uma criação orgânica, construída por artistas que conhecem a linguagem que praticam e a empurram adiante com ambição. Um clássico sobre gente, não sobre museu Há uma resposta particularmente feliz de Giordano Castro quando ele comenta por que clássicos ainda atraem público: porque falam de gente. Essa observação ajuda a entender a força de Édipo REC no Festival de Curitiba. O grupo não se aproxima de Sófocles para reverenciar a antiguidade como peça de museu, mas porque reconhece na tragédia conflitos que seguem vivos: a busca por identidade, a relação do indivíduo com o meio, o impacto das forças sociais sobre o destino pessoal. É isso que sustenta a permanência do clássico. Não a aura. Não o prestígio automático. Mas a capacidade de dizer algo sobre nós. Em Édipo REC, essa atualização se dá sem timidez. O personagem vira DJ, a festa toma conta do palco, a câmera vira corifeu, o público sobe à cena. E, ainda assim, o núcleo trágico permanece intacto: a pergunta sobre quem se é quando a superfície desaba. Serviço Édipo REC – Mostra Lucia Camargo34º Festival de CuritibaLocal: Ópera de Arame – Rua João Gava, 920 – Abranches Data: 8 e 9 de abril de 2026 Horário: 20h30 Categoria: Teatro contemporâneo Classificação: 18 anos Duração: 120 minutos (+ 5 min de intervalo) 34º Festival de CuritibaData: de 30 de março a 12 de abril de 2026 Ingressos:www.festivaldecuritiba.com.br e bilheteria física no Shopping Mueller – Piso L3 Valores: de R$ 0 a R$ 85, mais taxas administrativas

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