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Yellow Cake abre o Olhar de Cinema 2026 em Curitiba

O longa-metragem “Yellow Cake”, dirigido por Tiago Melo, será o filme de abertura da 15ª edição do Olhar de Cinema — Festival Internacional de Curitiba. A sessão marca a estreia nacional da produção e acontece na Ópera de Arame, em uma exibição especial com tela de mais de 400 polegadas para cerca de 1.500 pessoas.

Arte de Yellow Cake destaca personagem iluminada por lanterna e selo Tiger Competition Rotterdam 2026.
Yellow Cake, de Tiago Melo, integra a programação do 15º Olhar de Cinema em Curitiba. Crédito: Olhar Filmes / Divulgação

O festival será realizado entre os dias 4 e 13 de junho, com sessões no MON — Museu Oscar Niemeyer, Ópera de Arame, Cine Passeio, Cinemateca e Teatro da Vila. Ao todo, a programação reúne mais de 70 filmes, entre curtas e longas-metragens.

Com isso, a abertura aposta em uma obra brasileira que mistura ficção científica, tensão ambiental, crítica social e imaginário popular nordestino. Além disso, a escolha reforça o espaço do festival como vitrine para produções que chegam ao público antes de sua circulação nacional.


Yellow Cake mistura urânio, mosquito e ficção científica nordestina

Ambientado no sertão da Paraíba, “Yellow Cake” acompanha as consequências de um experimento conduzido por cientistas estrangeiros. A tentativa é erradicar o mosquito Aedes aegypti com o uso de urânio. No entanto, quando o plano falha, uma pesquisadora brasileira precisa agir antes que o desastre tome proporções irreversíveis.

A protagonista é interpretada por Rejane Faria, conhecida por “Marte Um”. O elenco também conta com Tânia Maria, de “O Agente Secreto”, além de Valmir do Côco, Ali Willow, Spencer Callahan e Severino Dadá.

O filme transforma elementos locais em matéria de cinema de gênero. A cidade de Picuí, na Paraíba, aparece associada a histórias de garimpo, minerais raros, urânio e contaminação. Dessa forma, o longa combina fantasia, política, ciência e vida cotidiana em uma chave pouco comum no cinema brasileiro recente.

Cena do filme Yellow Cake mostra duas personagens conversando em uma cozinha.
Yellow Cake, longa de abertura do 15º Olhar de Cinema, terá estreia nacional na Ópera de Arame.  Crédito: Olhar Filmes / Divulgação

Passagem por Roterdã antecede estreia no Olhar de Cinema

Antes de chegar a Curitiba, “Yellow Cake” teve estreia mundial no International Film Festival Rotterdam 2026, dentro da Tiger Competition, principal mostra competitiva do festival holandês. Segundo o IFFR, o filme tem 97 minutos, produção brasileira e mistura ficção científica, folclore e disputas envolvendo trabalhadores, mosquitos e capital no Nordeste do Brasil.

Na Tiger Competition, o longa concorreu ao Tiger Award, prêmio principal da mostra. A produção não saiu premiada em Roterdã; o vencedor da categoria foi “Variations on a Theme”, de Jason Jacobs e Devon Delmar. Ainda assim, a seleção colocou o filme brasileiro em uma das vitrines mais relevantes para cineastas autorais e emergentes no circuito internacional.

A presença em Roterdã também marca o retorno de Tiago Melo ao festival. O diretor já havia vencido o Bright Future Award no IFFR 2018 com “Azougue Nazaré”, seu primeiro longa de ficção.


Filme dialoga com ciência, território e desigualdade

A força de “Yellow Cake” está na maneira como o filme parte de uma premissa fantástica para observar tensões bem concretas. O uso do urânio, o combate ao mosquito, a presença estrangeira e a relação com garimpeiros locais criam um cenário de disputa entre ciência, território e sobrevivência.

Nesse sentido, o longa se aproxima de uma tradição de ficção científica social. Em vez de mirar apenas efeitos ou tecnologia, a narrativa usa o absurdo para falar de exploração, risco ambiental e relações de poder.

Por isso, a estreia nacional na Ópera de Arame deve funcionar como um dos momentos centrais desta edição do festival. A sessão une impacto visual, grande público e a expectativa em torno de um filme brasileiro que já circulou por um festival internacional de peso.


15ª edição terá competitivas, clássicos e cinema infantil

Além do filme de abertura, o Olhar de Cinema 2026 terá mostras como Competitiva Brasileira, Competitiva Internacional, Novos Olhares, Mirada Paranaense Sanepar, Exibições Especiais, Olhares Clássicos Cine Passeio, Olhar Retrospectivo e Pequenos Olhares.

As produções selecionadas nas competitivas concorrem a prêmios de Melhor Filme, Direção, Roteiro, Atuação, entre outros concedidos pelo júri. Também haverá premiações do público, responsável por escolher o melhor longa e o melhor curta nas mostras competitivas.

Entre os destaques da programação estão filmes brasileiros, produções internacionais, obras paranaenses, sessões voltadas ao público infantil e clássicos do cinema mundial. A edição ainda terá sessões gratuitas no Teatro da Vila, no CIC e em algumas sessões no MON.


MECI fortalece o cinema independente

A programação também contará com o 2º MECI — Mercado do Cinema Independente, entre os dias 9 e 11 de junho, no MON — Museu Oscar Niemeyer. A iniciativa busca aproximar realizadores, distribuidores, exibidores, plataformas, canais e profissionais do audiovisual.

O mercado é voltado especialmente a longas-metragens independentes. Além disso, pretende ampliar oportunidades, fomentar parcerias e fortalecer a circulação do cinema brasileiro.

Mais informações sobre o MECI estão disponíveis em www.meci.com.br e no Instagram @meci.brasil.


Serviço — 15º Olhar de Cinema

Evento: 15º Olhar de Cinema — Festival Internacional de Curitiba

Data: 4 a 13 de junho

Filme de abertura: Yellow Cake, de Tiago Melo

Sessão de abertura: Ópera de Arame

Locais: MON, Ópera de Arame, Cine Passeio, Cinemateca e Teatro da Vila

Ingressos: de R$ 8 a R$ 16

Vendas: a partir de 12 de maio

TikTok: @olhardecinema

X/Twitter: @Olhardecinema_

Produção: Grafo Audiovisual

Patrocínio master: Terminal de Contêineres de Paranaguá

Patrocínio: Peróxidos do Brasil, Mili, Fomento Paraná e Sanepar

Apoio: Cinemateca, Teatro da Vila, Cine Passeio, ICAC, Projeto Paradiso e Uninter

O projeto é realizado com recursos da Lei Rouanet e do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba, da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Também foi aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura — PROFICE, da Secretaria de Estado da Cultura e do Governo do Estado do Paraná.

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