Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha e Olhe Para Mim são os grandes destaques do 15º Olhar de Cinema
- Jackson Lassen
- há 2 dias
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Festival Internacional de Curitiba anuncia os vencedores da 15ª edição
O 15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba anunciou os filmes vencedores de sua edição comemorativa, que reuniu 80 produções de diferentes países em uma programação marcada por estreias nacionais, internacionais, mostras competitivas e títulos de forte presença autoral.

Entre os principais destaques da premiação estão o longa cearense “Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha”, dirigido por Janaína Marques, e o alagoano “Olhe Para Mim”, de Rafhael Barbosa. As duas produções se sobressaíram na Mostra Competitiva Brasileira, uma das principais vitrines do festival.
“Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha” levou dois troféus: Melhor Atuação, concedido ao elenco, e o Prêmio Olhar de Melhor Filme. Já “Olhe Para Mim” foi o filme mais premiado da competição nacional, conquistando Melhor Direção, Melhor Som e Melhor Direção de Arte.
Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha leva Melhor Filme
Dirigido por Janaína Marques, “Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha” foi consagrado com o Prêmio Olhar de Melhor Filme, além do prêmio de Melhor Atuação para o elenco.
Na trama, Rosa está cercada pelo som hipnótico de uma máquina de ressonância magnética quando é instruída a pensar em um momento feliz de sua vida. A partir desse ponto, o filme mergulha em uma odisseia subconsciente, na qual a personagem reencontra sua mãe, Dalva, e passa a inventar memórias inexistentes.

A obra se destaca por sua abordagem sensível da memória, do afeto e da construção subjetiva das lembranças, elementos que fizeram do longa um dos títulos mais comentados da competição brasileira.
Olhe Para Mim conquista três prêmios no festival
O longa alagoano “Olhe Para Mim”, dirigido por Rafhael Barbosa, também saiu como um dos grandes vencedores do 15º Olhar de Cinema. A produção recebeu os prêmios de Melhor Direção, para Rafhael Barbosa; Melhor Som, para Lucas Coelho; e Melhor Direção de Arte, para Nina Magalhães.

A produção é uma fantasia alegórica inspirada no imaginário popular às margens do Rio São Francisco. No enredo, dez anos após o desaparecimento de sua mãe durante uma grande festa religiosa, Marcelo ainda convive com as consequências dessa ausência. Na véspera de uma nova celebração, ele conhece dois viajantes misteriosos, Sandra e seu filho Ivan, e embarca em uma jornada marcada por seres místicos, experiências transcendentes e fronteiras perigosas.
Com forte identidade visual e atmosfera simbólica, o filme reforça a força do cinema alagoano contemporâneo dentro do cenário nacional.
Outros premiados da Mostra Competitiva Brasileira
Além dos dois grandes destaques, a Mostra Competitiva Brasileira premiou outras produções importantes.
“Adulto/Homem”, dirigido por Pedro Diógenes, recebeu o prêmio de Melhor Roteiro. O filme é construído em plano-sequência e acompanha 20 atores que aguardam por um teste de elenco.
Já “A Noite e os Dias de Miguel Burnier”, de João Dumans, venceu nas categorias Melhor Montagem, para Affonso Uchoa, e Melhor Fotografia, para João Dumans. A produção acompanha um grupo de amigos em um pequeno distrito minerário do interior do Brasil, marcado pelo tédio, pela falta de oportunidades e pela tentativa de seguir em frente.
Nos curtas-metragens brasileiros, o Prêmio Olhar de Melhor Filme foi para “Pirexia”, de Nico da Costa. A obra acompanha Baby, um rockstar em ascensão atormentado por uma febre que o impede de compor novas músicas.
O Prêmio Especial do Júri foi concedido ao curta “Pinguim de Doce de Leite”, de Ana Vitória Miotto Tahan, que retrata futuras lembranças formadas em uma noite goiana qualquer, nos fundos da casa da avó de uma criança de 10 anos.
O Prêmio do Público de Curta-Metragem ficou com “Duwid Tuminkiz – Makunaima é Duwid?”, de Gustavo Caboco Wapichana, obra que propõe uma reflexão sobre Macunaíma e suas raízes indígenas, especialmente em diálogo com o povo Wapichana.
Competitiva Internacional também teve vencedores
Na Mostra Competitiva Internacional, o Prêmio Olhar de Melhor Filme foi para “Um Calendário Incompleto”, de Sanaz Sohrabi, coprodução entre Canadá, Irã, Turquia, Vanuatu e Venezuela. O filme parte de um vinil pouco conhecido da década de 1980 para repensar o petróleo como ferramenta política nas lutas de libertação e de solidariedade pan-árabe.
O Prêmio Especial do Júri ficou com “Bouchra”, de Orian Barki e Meriem Bennani, animação coproduzida por Itália, Marrocos e Estados Unidos. A obra acompanha uma coiote marroquina de 35 anos, vivendo em Nova York, enquanto documenta sua relação à distância com a mãe, em Casablanca.
Entre os curtas internacionais, o vencedor foi “Dragão”, de Yashira Jordán, coprodução entre Bolívia e México. O filme acompanha dois adolescentes abandonados em uma cidade boliviana, que encontram em um videogame retrô uma forma de escapar da monotonia.
O Prêmio do Público de Longa-Metragem foi para “Se Pombos Virassem Ouro”, de Pepa Lubojacki, coprodução entre República Tcheca e Eslováquia.
Mostra Novos Olhares e prêmios paralelos
Na Mostra Novos Olhares, o Prêmio Olhar de Melhor Filme foi para “Como Todo Mortal”, de Maria Molina Peiro, coprodução entre Espanha e Países Baixos. A obra se passa em um planeta distante, onde um robô procura sinais de vida, ao mesmo tempo em que revela paisagens de mineração entre Andaluzia e Marte.
A Associação Brasileira de Críticos de Cinema, por meio do Prêmio Abraccine, elegeu “Reparação”, de Marcus Curvelo, como Melhor Longa-Metragem Brasileiro. O filme também recebeu Menção Honrosa no festival.
A AVEC-PR – Associação de Vídeo e Cinema do Paraná premiou “Tornar-se Ciborgue no Interior”, de Louisa Sauvignon, da Mostra Mirada Paranaense Sanepar, com o Prêmio AVEC-PR – Lu Rufalco. Além do troféu, o curta recebeu premiação de R$ 5 mil oferecida pela Sanepar.
O Prêmio Itaú Cultural Play foi para “Estrelas Terrestres”, de Rafael Neri M. Ferreira, também da Mostra Mirada Paranaense Sanepar. Já o Prêmio Cardume de Curtas ficou com “Marimbã Está Acontecendo”, de Maryn Marynho.
O Prêmio Canal Brasil de Curtas foi concedido a “O Segredo Sagrado”, de Everlane Moraes, escolhido por um júri formado por jornalistas especializados em cinema.
15º Olhar de Cinema reforça a diversidade do cinema contemporâneo
Com uma seleção ampla de filmes brasileiros e internacionais, o 15º Olhar de Cinema reafirmou seu papel como uma das principais plataformas de difusão do cinema autoral no Brasil. A edição destacou produções de diferentes regiões do país, ampliou o espaço para obras de linguagem inventiva e fortaleceu o diálogo entre realizadores, público, crítica e mercado audiovisual.
A premiação de “Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha” e “Olhe Para Mim” também reforça a potência de cinematografias fora dos grandes centros tradicionais de produção, colocando o Ceará e Alagoas em posição de destaque dentro do festival.
Serviço — 15º Olhar de Cinema
Evento: 15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba
Data: 4 a 13 de junho
Site oficial: www.olhardecinema.com.br
Instagram: @olhardecinema
Facebook: Olhar de Cinema
TikTok: @olhardecinema
X/Twitter: @Olhardecinema_
Produção: Grafo Audiovisual
Patrocínio Master: Terminal de Contêineres de Paranaguá
Patrocínio: Itaú, Peróxidos do Brasil, Mili, Fomento Paraná e Sanepar
Apoio: Teatro da Vila, Cine Passeio, ICAC, Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Projeto Paradiso e Uninter
Apoio Cultural: MON
Realização: Ministério da Cultura – Governo Federal






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