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Siba na CAIXA Cultural Curitiba une tradição e experimentação

A CAIXA Cultural Curitiba recebe, entre os dias 21 e 24 de maio, o músico, cantor e compositor Siba com o show “Mandaram me Chamar”. O artista pernambucano sobe ao palco ao lado de Mestre Nico e Rafael dos Santos, em uma formação de trio que combina repertório consolidado e experimentações recentes.

Siba posa sentado em banco, com roupa azul-clara e chapéu de palha, em retrato promocional.
Com Mestre Nico e Rafael dos Santos, Siba apresenta um show em formato de trio, revisitando diferentes fases de sua carreira. Crédito: Analu

As apresentações acontecem de quinta a domingo, no teatro da unidade, com ingressos a preços populares. A venda começa no dia 16 de maio, sábado, presencialmente na bilheteria da CAIXA Cultural, a partir das 10h, e online, a partir das 15h, pelo site da Bilheteria Digital.

Com uma trajetória marcada pelo diálogo entre cultura popular, poesia e música contemporânea, Siba chega a Curitiba reafirmando sua posição como um dos nomes mais inventivos da música brasileira atual.


Mandaram me Chamar revisita diferentes fases de Siba

Conhecido inicialmente por sua atuação no grupo Mestre Ambrósio, que segue em atividade, Siba apresenta nesta temporada um repertório voltado a outras fases de sua produção.

O show reúne músicas de seus trabalhos solo e composições desenvolvidas com o projeto Siba e a Fuloresta, no qual o artista explora ritmos como ciranda e maracatu.

Além disso, o formato reduzido de trio permite novas possibilidades sonoras. A apresentação avança no uso de intervenções pré-gravadas com instrumentos de percussão e cordas, sem abandonar a força orgânica da performance ao vivo.

Essa dinâmica de palco vem sendo construída ao longo da colaboração entre Siba, Mestre Nico e Rafael dos Santos. Portanto, o show parte da tradição, mas não se limita a ela.


Tradição como vocabulário, não como gaiola

A música que dá nome ao espetáculo sinaliza esse momento de reinvenção. No refrão, Siba canta: “Mandaram me chamar / E eu vim de toda maneira / Cheguei aqui na carreira / Com vontade de cantar”.

A frase sintetiza o impulso criativo da apresentação. O artista aproxima sonoridades recentes de composições anteriores e cria uma música popular que dialoga diretamente com o público.

“Nunca entendemos nosso passado ou nossas tradições como uma gaiola. Pelo contrário, nossa tradição nos oferece um vasto vocabulário, e nós nos esforçamos para usá-lo todo dia e a noite toda”, afirma Siba.

Em seguida, ele completa: “É impossível reproduzir a maneira como envolvemos toda a comunidade na poesia e nas danças durante a noite toda, mas durante o espetáculo temos uma grande oportunidade de mostrar nosso impacto musical”.


Siba constrói ponte entre Recife, rua e música contemporânea

Nascido no Recife, Sérgio Roberto Veloso de Oliveira, mais conhecido como Siba, construiu uma obra atravessada pela cultura popular pernambucana e pela música contemporânea global.

Ao longo da carreira, desenvolveu uma linguagem própria, em que a rítmica das festas de rua e a poética popular aparecem como ponto de partida e de chegada.

Siba fundou o Mestre Ambrósio em 1992. O grupo se tornou uma das bandas mais importantes do Movimento Mangue dos anos 1990. Depois, o artista consolidou uma carreira solo consistente e projetos como a Fuloresta, com a qual realizou turnês no Brasil e na Europa.

Sua discografia inclui álbuns como “Avante”, de 2012; “De Baile Solto”, de 2015; “Coruja Muda”, de 2019; e “Máquina de Fazer Festa”, de 2025. Em cada lançamento, Siba reformula sua sonoridade e amplia seu campo de criação.


Sessão terá Libras e bate-papo com o público

A temporada também terá recursos de acessibilidade. A sessão do dia 22 de maio, sexta-feira, contará com tradução em Libras.

Após o espetáculo, haverá bate-papo dos artistas com o público. Dessa forma, a programação amplia a experiência da plateia, criando um espaço de conversa sobre repertório, tradição, criação e os caminhos recentes da obra de Siba.


Serviço — Siba na CAIXA Cultural Curitiba

Show: Siba — “Mandaram me Chamar”

Data: 21, 22, 23 e 24 de maio de 2026, de quinta a domingo

Horários: quinta, sexta e sábado, às 20h; domingo, às 19h

Local: CAIXA Cultural Curitiba

Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280 — Centro — Curitiba/PR

Ingressos: R$ 30 inteira | R$ 15 meia-entrada para clientes CAIXA e casos previstos em lei

Vendas presenciais: a partir de 16 de maio, às 10h, na bilheteria da CAIXA Cultural

Vendas online: a partir de 16 de maio, às 15h, em https://www.bilheteriadigital.com/teatrocaixacuritiba

Horário da bilheteria: terça a sábado, das 10h às 20h; domingos, das 10h às 19h

Duração: 90 minutos

Capacidade: 125 lugares, sendo 2 para cadeirantes

Acessibilidade: acesso para pessoas com deficiência; sessão de 22 de maio com Libras

Classificação indicativa: livre para todos os públicos

Informações: (41) 3041-2155

Instagram: @caixaculturalcuritiba

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