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Samba de Zé Pelintra chega à 5ª edição e transforma o Largo da Ordem em palco de cultura, samba e espiritualidade

Evento gratuito promovido pelo Terreiro Pai José retorna ao Centro Histórico de Curitiba no dia 8 de agosto e celebra a convivência, a cultura popular e a mensagem de Seu Zé Pelintra inspirada em Gonzaguinha.

Há projetos que nascem de uma ideia. Outros, de um chamado. É assim que o Terreiro Pai José (TPJ), de Piraquara, define a origem do Samba de Zé Pelintra, iniciativa que, desde 2023, reúne música, espiritualidade, cultura popular e encontros humanos no coração de Curitiba.

Arte oficial da 5ª edição do Samba de Zé Pelintra, com ilustração de um chapéu branco com faixa vermelha sobre um pandeiro, cartas e dados. O cartaz destaca o tema "Viver e não ter a vergonha de ser feliz", além da data, horário e local do evento.
Cartaz oficial da 5ª edição do Samba de Zé Pelintra, que acontece no dia 8 de agosto, no Brasileirinho, no Largo da Ordem, em Curitiba, com entrada gratuita e programação inspirada na obra de Gonzaguinha. Crédito: Terreiro Pai José (TPJ) / Divulgação

No próximo 8 de agosto, o Brasileirinho, no Largo da Ordem, recebe a quinta edição do evento, que já levou mais de cinco mil pessoas às ruas da capital paranaense em suas quatro primeiras realizações. Neste ano, o encontro tem como inspiração o célebre verso de Gonzaguinha: "Viver e não ter a vergonha de ser feliz", transformando a música em um convite à celebração da vida, do afeto e da convivência.


Um samba que nasceu da espiritualidade

Muito mais do que um evento musical, o Samba de Zé Pelintra surgiu como uma forma de compartilhar com a cidade os valores vividos diariamente dentro do Terreiro Pai José.

O objetivo sempre foi aproximar pessoas por meio da cultura popular, mostrando a Umbanda sob a perspectiva do acolhimento, do respeito e da solidariedade. Inspirado na atmosfera boêmia da Lapa carioca, o projeto encontrou no Largo da Ordem um cenário capaz de unir tradição, história e diversidade cultural.

Ao longo dos anos, o evento passou a construir sua própria narrativa. Cada edição foi inspirada por uma canção da música brasileira, formando uma espécie de samba-enredo que ganha novos capítulos a cada encontro.

A caminhada começou abrindo simbolicamente as portas da casa de Seu Zé Pelintra. Em seguida, o Hino da Umbanda conduziu uma celebração marcada pelo diálogo entre diferentes crenças. Depois vieram as reflexões sobre despedidas, saudade e memória.

Agora, a quinta edição marca um novo momento dessa trajetória: o de celebrar aquilo que permanece.


Cultura popular como espaço de encontro

Formado majoritariamente por jovens e conduzido por Pai Cleiton Vargas, o Terreiro Pai José desenvolve um trabalho que reúne espiritualidade, ações sociais e iniciativas culturais.

Roda de samba reúne músicos e público no Brasileirinho, no Largo da Ordem, em Curitiba. Os participantes cantam e tocam instrumentos ao redor de uma mesa, enquanto o público acompanha a apresentação em clima de confraternização durante o Samba de Zé Pelintra.
A roda de samba toma conta do Brasileirinho, no Largo da Ordem, reunindo música, cultura popular, espiritualidade e convivência em mais uma edição do Samba de Zé Pelintra, evento promovido pelo Terreiro Pai José. Crédito: Terreiro Pai José (TPJ) / Divulgação

O Samba de Zé Pelintra tornou-se a principal expressão pública desse movimento, abrindo espaço para que pessoas de diferentes religiões, crenças ou mesmo sem religião compartilhem o mesmo ambiente em torno da música, do respeito e da convivência.

Segundo Pai Cleiton, essa sempre foi a essência do projeto.

"O Seu Zé sempre nos ensinou que a espiritualidade caminha ao lado do povo. Ela está na vida do pai e da mãe que acordam cedo, enfrentam o trabalho, vencem dificuldades e fazem o impossível para cuidar da família. Está no sorriso de quem divide o pouco, no abraço, na música e na esperança. O Samba do Seu Zé leva essa espiritualidade para a rua porque é na rua que a vida acontece. E, se a vida acontece ali, é ali também que queremos celebrar o amor, a cultura e a alegria do povo brasileiro."

Ao reunir samba, encontros e manifestações culturais em um espaço aberto, o evento reforça a ideia de que a cultura é capaz de aproximar pessoas e criar pontes onde o preconceito ainda insiste em levantar barreiras.


Um convite para celebrar a vida

A inspiração desta edição dialoga diretamente com um ensinamento atribuído a Seu Zé Pelintra: muitas vezes as pessoas procuram felicidade no que ainda não possuem e deixam de perceber as alegrias que já fazem parte do cotidiano.

Esse olhar orienta toda a proposta do encontro de 2026.

Mais do que uma celebração da Umbanda ou do samba, o evento convida o público a redescobrir o valor dos encontros, das conversas, dos abraços e das pequenas alegrias compartilhadas.

Em um momento em que a rotina costuma acelerar o cotidiano, o Samba de Zé Pelintra propõe uma pausa para lembrar que a cultura também pode ser um espaço de acolhimento e pertencimento.

Depois de cinco edições, a iniciativa ultrapassou os limites do terreiro que a idealizou e passou a integrar o calendário afetivo de muitos curitibanos, reafirmando que espiritualidade, arte e convivência podem caminhar juntas pelas ruas da cidade.


Serviço

Samba de Zé Pelintra – 5ª ediçãoTema: Viver e não ter a vergonha de ser feliz

📅 Data: 8 de agosto de 2026

🕔 Horário: das 17h às 23h

📍 Local: Brasileirinho – Largo da Ordem, Curitiba (PR)🎟️ Entrada: gratuita

Realização: Terreiro Pai José (TPJ)

📲 Instagram: @terreiro.tpj

📞 Informações: (41) 98750-7913

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