Uma Janela Sombria: uma fantasia gótica que foge do óbvio
- Maria Caroline
- 29 de jul.
- 3 min de leitura

Mais uma vez, Rachel Gillig me fez devorar um livro em menos de dois dias. A mesma autora de O Cavaleiro e a Mariposa conseguiu prender minha atenção novamente. Depois de me conquistar com sua escrita envolvente e uma construção de mundo completamente diferente do que estamos acostumados a encontrar em fantasias com feéricos, escolas de magia e outros elementos já conhecidos, eu precisava conhecer sua outra obra publicada no Brasil: Uma Janela Sombria.
Rachel Gillig já havia mostrado, em O Cavaleiro e a Mariposa, que era capaz de criar um universo totalmente novo com maestria. Por isso, comecei esta leitura com grandes expectativas. Ainda assim, fui surpreendida.
Uma fantasia sombria que foge do convencional
Embora o livro mantenha a atmosfera de fantasia sombria e gótica, marca registrada da autora, a história segue um caminho completamente diferente. A ideia de um reino preso pela magia da floresta, uma cidade marcada por uma antiga barganha e um sistema de Cartas da Providência, capazes de conceder poderes àqueles que as tocam, foi suficiente para me conquistar logo nas primeiras páginas.
As Cartas da Providência e a voz do Pesadelo
Começamos acompanhando Elspeth ainda na infância, quando ela é levada para morar com os tios no meio da floresta. Em um momento de descuido dos adultos, a pequena menina toca uma das Cartas da Providência, justamente a carta que concede o poder de controlar a mente. Mas, com a pequena Elspeth, foi diferente. Algo aconteceu, e a carta que ela tocou trouxe aquele que seria seu companheiro de pensamentos pelos próximos anos. Trouxe para dentro de sua cabeça uma voz... a voz do Pesadelo.
Uma construção de mundo que impressiona
Um dos pontos que mais me impressionou foi a construção de mundo. Rachel Gillig consegue criar um universo extremamente palpável, cheio de costumes e detalhes que fazem tudo parecer real. Gostei especialmente da cultura de cada casa da cidade possuir uma cor e um sobrenome baseado em uma árvore. São pequenos detalhes como esse que tornam o cenário muito mais rico e fazem o leitor sentir que realmente faz parte daquele mundo.
Personagens que conquistam
Elspeth é uma protagonista forte e humana
Elspeth também me conquistou como protagonista. Obrigada a esconder seu maior segredo durante praticamente toda a vida, ela cresce desconfiando de todos ao seu redor. Mesmo assim, demonstra uma força admirável. O que mais gostei foi o fato de ela não ser perfeita. Em vários momentos toma decisões questionáveis e age de forma impulsiva, o que a torna muito humana e extremamente bem escrita.
Um romance slow burn que vale a pena
O romance também merece destaque. Eu o classificaria como um slow burn talvez ?Como Elspeth passou a vida acreditando que não podia confiar em ninguém, a construção desse relacionamento acontece de forma lenta e natural. O vínculo entre os personagens vai sendo criado aos poucos, baseado na confiança, e justamente por isso funciona tão bem. Quando chegamos ao final do livro, sentimos que aquele relacionamento foi conquistado junto com eles.
Vale a pena ler Uma Janela Sombria?
Se você procura uma fantasia diferente do que normalmente encontramos nas estantes, recomendo Uma Janela Sombria de olhos fechados. É uma leitura perfeita para quem deseja sair um pouco das histórias de feéricos e dragões ,e isso não é uma crítica, porque eu também amo esse tipo de fantasia. Mas, às vezes, é muito bom explorar mundos completamente diferentes e descobrir novas formas de contar uma história.
(5/5 estrelas)
Serviço
Livro: Uma Janela Sombria
Título original: One Dark Window
Autora: Rachel Gillig
Série: The Shepherd King (Livro 1)
Gênero: Fantasia sombria (Dark Fantasy)
Editora: Alt
Páginas: 416
Onde comprar:🛒 Amazon Brasil: https://www.amazon.com.br/s?k=Uma+Janela+Sombria+Rachel+Gillig&utm






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