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“O Apanhador” cruza Salinger e memórias de um ator em temporada gratuita em Curitiba

há 5 dias
4 min de leitura

Com direção de Fernando Vettore, dramaturgia de Ali Freyer e atuação de Paulo Soares, criação da Cia. Projétil de Teatro estreia em 29 de outubro no Teatro José Maria Santos.

Um livro sobre outra pessoa pode ajudar alguém a reconhecer a própria história. É dessa aproximação entre literatura e experiência pessoal que nasce “Autobiografia Nº 1. O Apanhador”, espetáculo da Cia. Projétil de Teatro que estreia em 29 de outubro, em Curitiba. A temporada ocupa o Teatro José Maria Santos até 8 de novembro de 2026, com entrada gratuita.

Fotografia em preto e branco de um homem com casaco escuro e camisa clara, olhando para a esquerda em uma rua à noite. Rastros de movimento sobrepõem seu rosto e as luzes ao fundo.
Paulo Soares protagoniza “Autobiografia Nº 1. O Apanhador”, da Cia. Projétil de Teatro, com direção de Fernando Vettore e temporada gratuita de 29 de outubro a 8 de novembro no Teatro José Maria Santos, em Curitiba. Foto: Lari de Lima.

Com direção de Fernando Vettore, dramaturgia de Ali Freyer e atuação de Paulo Soares, a montagem coloca em diálogo histórias reais do ator e Holden Caulfield, personagem de O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger. Desse encontro surge uma criação original sobre memória, identidade e as narrativas que construímos para compreender quem somos.

As apresentações acontecem de quinta-feira a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria, por ordem de chegada, uma hora antes de cada sessão. A classificação indicativa é de 14 anos.


“O Apanhador” transforma lembranças e literatura em uma nova história

Na trama, um homem atravessa uma noite fria na cidade tentando recuperar a própria memória. Carrega um livro e procura, entre encontros e imagens fragmentadas, pistas sobre sua identidade. A lembrança de um corpo entre cacos de vidro acompanha esse percurso, enquanto as fronteiras entre aquilo que viveu, leu ou inventou começam a se misturar.

A relação com Salinger funciona como ponto de partida para uma dramaturgia que também incorpora a trajetória de Paulo Soares. O processo de criação reuniu exercícios de escrita, improvisações, entrevistas e uma investigação sobre as conexões possíveis entre o universo literário e as experiências do ator.

“Desde o início, entendemos que o espetáculo não seria sobre o Holden nem sobre o Paulo, mas sobre o que poderia nascer do encontro entre essas duas experiências”, explica Fernando Vettore.

Essa perspectiva orientou a construção de um personagem próprio. “Partimos de exercícios de escrita, improvisação, entrevistas e da investigação das relações entre a literatura e a trajetória do Paulo para construir uma terceira experiência, um personagem que carrega elementos dos dois, mas que não é nenhum deles”, afirma o diretor.

Na dramaturgia de Ali Freyer, as lembranças se tornam matéria de invenção. O percurso do protagonista se organiza em torno da tentativa de encontrar, nas histórias que conta, uma possibilidade de seguir adiante.


Temporada terá sessões com Libras e audiodescrição

A programação inclui duas apresentações com recursos de acessibilidade. Em 30 de outubro, sexta-feira, às 20h, a sessão terá Libras e audiodescrição, seguida de bate-papo. Em 7 de novembro, sábado, às 20h, haverá interpretação em Libras.

A interpretação em Libras será realizada por Nathan Sales, e a audiodescrição ficará a cargo da ELAS AD. Os recursos se somam à gratuidade de todas as apresentações da temporada.


Fernando Vettore ministra oficina gratuita de criação teatral

O projeto também oferece uma atividade para quem deseja experimentar a escrita como ferramenta de criação cênica. A oficina “O texto e a cena”, ministrada por Fernando Vettore, será realizada em 14 de novembro, das 9h às 13h, no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta, no Rebouças.

A proposta trabalha as relações entre dramaturgia, direção e atuação. A partir de textos escolhidos pelos próprios participantes, serão desenvolvidas cenas curtas, com exercícios voltados à criação autoral.

São 20 vagas gratuitas, destinadas a iniciantes na escrita e na criação teatral, estudantes de artes cênicas e demais interessados. As inscrições seguem até 6 de novembro, às 12h, pelo formulário da oficina. O resultado da seleção será enviado por e-mail em 9 de novembro.


Uma criação da cena curitibana

Fundada em Curitiba em 2014, a Cia. Projétil de Teatro desenvolve espetáculos de linguagem contemporânea e atividades de formação em dramaturgia, direção e interpretação. Fernando Vettore, Keila Aquino, Larissa de Lima e Alan Cristian integram o coletivo, que também realiza ações de formação de plateia.

“Autobiografia Nº 1. O Apanhador” é realizado com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Aurora Coop e apoio da Associação Nariz Solidário, Koluderê e Padaria América.


Serviço

Autobiografia Nº 1. O Apanhador

  • Temporada: de 29 de outubro a 1º de novembro e de 5 a 8 de novembro de 2026.

  • Horários: quintas, sextas e sábados, às 20h; domingos, às 19h.

  • Local: Teatro José Maria Santos.

  • Endereço: Rua Treze de Maio, 655, São Francisco, Curitiba.

  • Ingressos: gratuitos, distribuídos na bilheteria uma hora antes de cada apresentação, por ordem de chegada.

  • Classificação indicativa: 14 anos.

  • Duração: 70 minutos.

  • Sessão com Libras, audiodescrição e bate-papo: 30 de outubro, às 20h.

  • Sessão com Libras: 7 de novembro, às 20h.


Oficina “O texto e a cena”

  • Ministrante: Fernando Vettore.

  • Data: 14 de novembro de 2026, sábado.

  • Horário: das 9h às 13h.

  • Local: Espaço Excêntrico Mauro Zanatta.

  • Endereço: Rua Lamenha Lins, 1429, Rebouças, Curitiba.

  • Participação: gratuita, com 20 vagas e seleção.

  • Inscrições: até 6 de novembro, às 12h, pelo formulário on-line.

  • Resultado: enviado por e-mail em 9 de novembro.


Ficha técnica

Dramaturgia: Ali Freyer

Direção: Fernando Vettore

Atuação: Paulo Soares

Cenário e figurino: Gabrielle Windmuller e Isbella Brasileiro

Trilha sonora original: Arthur Jaime

Iluminação: Alan Cristian

Operação de luz: Alan Cristian e Erica Mityko

Interpretação em Libras: Nathan Sales

Audiodescrição: ELAS AD

Direção de produção: Keila Aquino

Direção de comunicação: Larissa de Lima

Design gráfico: Camila Villanova e Victor Uchoa

Tráfego pago: Thays Cristine

Registro audiovisual: Lidia Ueta

Fotografias de divulgação: Lari de Lima

Apoio: Associação Nariz Solidário, Koluderê e Padaria América

Patrocínio: Aurora Coop

Realização: Cia. Projétil de Teatro e Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

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