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Filmes com direção feminina no Olhar de Cinema 2026

Filmes com direção feminina ganham destaque na programação

A 15ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba acontece de 4 a 13 de junho e reúne mais de 80 filmes em diferentes mostras. Entre os destaques da programação, chamam atenção os filmes com direção feminina, que ocupam sessões competitivas, retrospectivas e exibições especiais do festival.

Montagem com imagens de diferentes filmes dirigidos por mulheres exibidos no 15º Olhar de Cinema, reunindo animação, documentário, performance e ficção.
O 15º Olhar de Cinema reúne longas dirigidos por mulheres em diferentes mostras, com obras que atravessam memória, corpo, fantasia, maternidade e experimentação. Crédito: Divulgação / Olhar de Cinema.

A seleção reforça a presença de diferentes olhares dentro do cinema contemporâneo. Além disso, evidencia narrativas conduzidas por mulheres em obras que atravessam animação, documentário, ficção, memória, corpo, maternidade, fantasia e experimentação.

Um dos principais destaques é “Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha”, longa de estreia da diretora Janaína Marques, selecionado para a Mostra Competitiva Brasileira. O filme aborda memórias reais e inventadas na relação entre mãe e filha.

Outro título que merece atenção é “Bouchra”, da Mostra Competitiva Internacional. Dirigida por Orian Barki e Meriem Bennani, a animação acompanha uma coiote marroquina que vive em Nova York e documenta sua relação à distância com a mãe, em Casablanca.

A seguir, confira seis longas dirigidos por mulheres para assistir no 15º Olhar de Cinema.


“As Aventuras do Príncipe Achmed”

“As Aventuras do Príncipe Achmed” (“Die Abenteuer des Prinzen Achmed”) é dirigido por Lotte Reiniger. Produzida na Alemanha, em 1926, a animação de 67 minutos é baseada nos contos de As Mil e Uma Noites.

Cena em silhueta da animação “As Aventuras do Príncipe Achmed”, com personagens em composição visual inspirada nos contos de As Mil e Uma Noites.
Clássico da animação, “As Aventuras do Príncipe Achmed”, de Lotte Reiniger, está entre os filmes com direção feminina exibidos no festival. Crédito: Divulgação / Olhar de Cinema.

Com a técnica de silhuetas, o filme acompanha as aventuras mágicas do Príncipe Achmed por terras distantes. Durante a jornada, ele faz amizade com uma bruxa, conhece Aladin, enfrenta demônios e se apaixona por uma princesa.


Sessões:

7 de junho, às 20h45 — Cine Passeio, Sala Luz

11 de junho, às 17h15 — Cine Passeio, Sala Ritz


“Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha”

Dirigido por Janaína Marques, “Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha” é uma produção brasileira de 2026, com 92 minutos.

Cena do filme “Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha”, com duas mulheres deitadas lado a lado, em momento íntimo e afetivo.
“Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha”, de Janaína Marques, integra a Mostra Competitiva Brasileira do 15º Olhar de Cinema e aborda memórias reais e inventadas na relação entre mãe e filha. Crédito: Divulgação / Olhar de Cinema.

Na trama, Rosa está cercada pelo zumbido hipnótico de uma máquina de ressonância magnética. Durante o exame, ela recebe a orientação de pensar em um momento feliz de sua vida. A partir dessa odisseia subconsciente, reencontra a mãe, Dalva, com quem inventa memórias inexistentes.

O longa integra a Mostra Competitiva Brasileira e aparece como uma das apostas da edição para quem busca narrativas sensíveis sobre memória, afeto e vínculos familiares.


Sessões:

12 de junho, às 21h — MON, Auditório Poty Lazzarotto

13 de junho, às 14h50 — Cine Passeio, Sala Ritz


“Como Todo Mortal”

“Como Todo Mortal”, dirigido por Maria Molina Peiro, é uma coprodução entre Países Baixos e Espanha. O filme tem 93 minutos e apresenta uma proposta de ficção científica documental.

Cena de “Como Todo Mortal”, com mão enluvada manipulando material em superfície líquida de tonalidade avermelhada, sob luz focal.
“Como Todo Mortal”, de Maria Molina Peiro, aproxima paisagens de mineração, ficção científica e reflexões sobre vida em ambientes extremos. Crédito: Divulgação / Olhar de Cinema.

A narrativa acompanha um robô que procura sinais de vida em um planeta distante. Enquanto isso, a anos-luz dali, uma das minas mais antigas do mundo revela um ecossistema soterrado por resíduos de mineração. Assim, o filme aproxima Andaluzia e Marte em uma paisagem marcada por exploração, sobrevivência e imaginação.


Sessões:

8 de junho, às 18h — Cinemateca de Curitiba

9 de junho, às 13h20 — Cine Passeio, Sala Ritz


“Bouchra”

Dirigido por Orian Barki e Meriem Bennani, “Bouchra” é uma animação de 83 minutos, produzida por Itália, Marrocos e Estados Unidos.

Cena de “Bouchra”, animação com personagem em forma de coiote dentro de um carro, iluminada por tons azulados em clima noturno.
“Bouchra”, dirigido por Orian Barki e Meriem Bennani, integra a Mostra Competitiva Internacional do 15º Olhar de Cinema. Crédito: Divulgação / Olhar de Cinema.

O filme acompanha Bouchra, uma coiote marroquina de 35 anos que vive em Nova York. A personagem documenta seu relacionamento à distância com a mãe, que mora em Casablanca. Entre chamadas, conversas íntimas, amor, dor e segredos familiares, a obra constrói uma narrativa sobre pertencimento e deslocamento.


Sessões:

7 de junho, às 18h15 — MON, Auditório Poty Lazzarotto

8 de junho, às 15h10 — Cine Passeio, Sala Luz


“Gato na Cabeça”

“Gato na Cabeça” (“Es domāju par kaķi”), de Laila Pakalnina, é uma produção da Letônia, de 2025, com 85 minutos.

Cena em preto e branco de “Gato na Cabeça”, com mulher sentada em um sofá segurando um gato no colo, em ambiente doméstico.
“Gato na Cabeça”, de Laila Pakalnina, parte de fotografias encontradas para imaginar memórias, vidas possíveis e narrativas afetivas. Crédito: Divulgação / Olhar de Cinema.

A obra parte de uma descoberta curiosa: uma sacola encontrada junto a uma lixeira, contendo 36 rolos de negativos fotográficos dos anos 1960 aos 1980. O fotógrafo desconhecido é apelidado de Anton, o filho da Tia Emma. A partir das imagens, o filme imagina outras vidas, memórias possíveis e caminhos que surgem de registros aparentemente abandonados.


Sessões:

5 de junho, às 18h — Cinemateca de Curitiba

6 de junho, às 17h45 — Cine Passeio, Sala Luz


“Segunda Pele”

Dirigido por Dea Ferraz, “Segunda Pele” é um documentário brasileiro de 2025, com 60 minutos.

Cena de “Segunda Pele”, com artista em performance no palco, parcialmente envolvida por cordas suspensas sob iluminação dramática.
“Segunda Pele”, de Dea Ferraz, acompanha artistas em uma jornada poética sobre corpo, existência, marcas e liberdade. Crédito: Divulgação / Olhar de Cinema.

O filme acompanha seis artistas habitando seus próprios corpos. São mulheres que atravessam a própria pele para falar de suas existências. Em uma construção experimental e poética, a obra propõe uma jornada do corpo marcado ao corpo fluido, tentacular e livre.

Além disso, uma das sessões terá recursos de acessibilidade na tela, com Libras e legenda descritiva.


Sessões:

9 de junho, às 18h15 — Cinemateca de Curitiba

10 de junho, às 14h45 — Cine Passeio, Sala Ritz

11 de junho, às 13h30 — Cinemateca de Curitiba, com acessibilidade na tela, Libras e legenda descritiva


Outras diretoras na programação do Olhar de Cinema

Além dos seis destaques, a programação do festival inclui outros títulos dirigidos por mulheres. Entre eles estão “Barbara Para Sempre”, de Brydie O’Connor; “Corações Desertos”, de Donna Deitch; “Anistia 79”, de Anita Leandro; “Telúrica, a Íntima Utopia”, de Mariana Lacerda; “Passado Futuro Contínuo”, de Firouzeh Khosrovani e Morteza Ahmadvand; e “Se pombos virassem ouro”, de Pepa Lubojacki.

Portanto, os filmes com direção feminina formam um recorte expressivo da edição. A presença dessas obras amplia o alcance da programação e reforça a importância de diferentes perspectivas na construção do cinema contemporâneo.


Festival ocupa espaços culturais de Curitiba

As sessões do 15º Olhar de Cinema acontecem em espaços culturais importantes de Curitiba, como o Museu Oscar Niemeyer, no Auditório Poty Lazzarotto, a Ópera de Arame, o Cine Passeio, a Cinemateca de Curitiba e o Teatro da Vila.

Os ingressos já estão disponíveis pelo site oficial do festival, com valores entre R$ 8, na meia-entrada, e R$ 18. Além disso, o evento contará com sessões gratuitas no Teatro da Vila, no CIC e em algumas exibições no MON.

A programação completa pode ser conferida no site oficial:www.olhardecinema.com.br


Serviço — 15º Olhar de Cinema

Evento: 15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

Data: 4 a 13 de junho

Locais: MON – Museu Oscar Niemeyer, Ópera de Arame, Cine Passeio, Cinemateca de Curitiba e Teatro da Vila

Ingressos: de R$ 8 a R$ 18

TikTok: @olhardecinema

X/Twitter: @Olhardecinema_

Produção: Grafo Audiovisual

Patrocínio master: Terminal de Contêineres de Paranaguá

Patrocínio: Itaú, Peróxidos do Brasil, Mili, Fomento Paraná e Sanepar

Apoio: Teatro da Vila, Cine Passeio, ICAC – Instituto Curitiba de Arte e Cultura, Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Projeto Paradiso e Uninter

Apoio cultural: MON

Realização: Ministério da Cultura – Governo Federal


Projeto realizado com recursos da Lei Rouanet.Projeto aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura | PROFICE da Secretaria de Estado da Cultura | Governo do Estado do Paraná.Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.

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