"A Cinemateca é Brasileira" chega a Curitiba com sessões gratuitas em julho
- Jackson Lassen
- 28 de jun.
- 5 min de leitura
A Cinemateca é Brasileira - Da Comédia ao Drama exibe 21 títulos na capital paranaense
A Cinemateca é Brasileira - Da Comédia ao Drama desembarca em Curitiba entre os dias 2 e 26 de julho, com uma programação gratuita dedicada à diversidade do cinema nacional. A mostra acontece na Cinemateca de Curitiba e reúne 21 títulos de curta e longa-metragem, em uma seleção que atravessa diferentes épocas, estilos e gêneros da produção brasileira.

A iniciativa integra a terceira edição do projeto Viva Cinemateca, realizado pela Cinemateca Brasileira. Nesta edição, a curadoria parte dos gêneros cinematográficos presentes na filmografia nacional, como comédia, drama, suspense, ficção científica, aventura, terror, musical e melodrama, para mostrar como o cinema brasileiro sempre dialogou com códigos populares e narrativos do cinema mundial, mas de maneira própria, inventiva e profundamente conectada à realidade do país.
Com patrocínio da Vale, da Shell e do Itaú, a mostra reforça a importância da preservação, difusão e circulação do acervo audiovisual brasileiro. A proposta é aproximar o público de obras fundamentais da nossa cinematografia e ampliar o acesso à memória do cinema nacional por meio de sessões gratuitas.
Mostra A Cinemateca é Brasileira valoriza diferentes fases do cinema nacional
A passagem por Curitiba reúne filmes que evidenciam a pluralidade da produção brasileira. Entre os destaques da programação estão A Hora e Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos; Última Parada 174, de Bruno Barreto; O Menino e o Mundo, de Alê Abreu; Saneamento Básico, o Filme, de Jorge Furtado; Últimas Conversas, de Eduardo Coutinho; Branco Sai, Preto Fica, de Adirley Queirós; Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, de Roberto Farias; Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert; Los Silencios, de Beatriz Seigner; e O Lobo Atrás da Porta, de Fernando Coimbra.
Ao reunir obras tão distintas, a mostra propõe uma leitura ampla do cinema brasileiro. Mais do que organizar os filmes por movimentos históricos, como Cinema Novo, Cinema Marginal ou Retomada, a curadoria observa como o país também produziu, reinterpretou e reinventou gêneros populares, do drama social à comédia, do terror ao musical, da animação ao documentário.
O resultado é um panorama que mostra o cinema nacional como um campo múltiplo, híbrido e em constante transformação, capaz de dialogar com tradições globais sem abrir mão de suas marcas culturais, políticas e sociais.
Viva Cinemateca promove preservação e circulação do audiovisual brasileiro
As ações de itinerância da Cinemateca Brasileira fazem parte do Projeto Viva Cinemateca, criado para reunir iniciativas voltadas à recuperação de acervos, modernização da sede da instituição e fortalecimento da difusão da cultura cinematográfica no país.
Lançado em 2023, o projeto já realizou mostras, exposições, cursos gratuitos e ações de formação técnica e cultural. Entre as atividades anteriores estão a primeira edição de A Cinemateca é Brasileira, que percorreu cidades de todas as regiões do país, e a segunda edição, A Cinemateca é Brasileira - Resistências Cinematográficas, dedicada a obras que refletiam formas de resistência do cinema brasileiro diante de retrocessos autoritários.
A Cinemateca Brasileira é uma das principais instituições de preservação audiovisual do país e reúne um acervo com mais de 40 mil títulos, além de documentos, fotografias e materiais ligados à história da produção, exibição, crítica e preservação cinematográfica no Brasil.
Programação em Curitiba
A programação começa no dia 2 de julho, às 19h, com A Hora e Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos, acompanhado do curta A Velha a Fiar, de Humberto Mauro. O curta, baseado em canção popular rural, aparece em diversas sessões da mostra e é considerado um dos precursores da linguagem de videoclipe no cinema brasileiro.
No dia 3 de julho, será exibido Última Parada 174, de Bruno Barreto. No dia 4, a programação segue com Candinho, estrelado por Mazzaropi. Já no dia 5, o público poderá conferir sessões de O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, e Saneamento Básico, o Filme, de Jorge Furtado.
A mostra continua nos dias seguintes com obras como Últimas Conversas, último filme de Eduardo Coutinho; São Bernardo, de Leon Hirszman; Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert; Abrigo Nuclear, de Roberto Farias; Branco Sai, Preto Fica, de Adirley Queirós; Los Silencios, de Beatriz Seigner; e O Lobo Atrás da Porta, de Fernando Coimbra.
Entre os títulos da segunda metade da programação estão ainda Morto Não Fala, de Dennison Ramalho; Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, de Roberto Farias; O Homem do Pau-Brasil, de Joaquim Pedro de Andrade; O Estranho Mundo de Zé do Caixão, de José Mojica Marins; e Amei um Bicheiro, de Jorge Ileli e Paulo Wanderley.
O encerramento acontece no dia 26 de julho, às 18h, com uma sessão de curtas formada por A Velha a Fiar, Escasso, A Entrevista e O Pedestre.
Serviço
Mostra: A Cinemateca é Brasileira - Da Comédia ao Drama
Projeto: Viva Cinemateca
Data: 2 a 26 de julho de 2026
Local: Cinemateca de Curitiba
Endereço: Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 — São Francisco, Curitiba/PR
Entrada: gratuita
Realização: Cinemateca Brasileira
Patrocínio: Vale, Shell e Itaú
Programação resumida
2 de julho, quinta-feira, 19h
A Hora e Vez de Augusto Matraga + A Velha a Fiar
3 de julho, sexta-feira, 19h
Última Parada 174 + A Velha a Fiar
4 de julho, sábado, 19h
Candinho + A Velha a Fiar
5 de julho, domingo, 15h
Lé com Cré + O Menino e o Mundo + A Velha a Fiar
5 de julho, domingo, 18h
Saneamento Básico, o Filme + A Velha a Fiar
9 de julho, quinta-feira, 19h
Últimas Conversas + A Velha a Fiar
10 de julho, sexta-feira, 19h
São Bernardo + A Velha a Fiar
11 de julho, sábado, 19h
Que Horas Ela Volta? + A Velha a Fiar
12 de julho, domingo, 18h
Abrigo Nuclear + A Velha a Fiar
16 de julho, quinta-feira, 19h
Branco Sai, Preto Fica + A Velha a Fiar
17 de julho, sexta-feira, 19h
Los Silencios + A Velha a Fiar
18 de julho, sábado, 19h
O Lobo Atrás da Porta + A Velha a Fiar
19 de julho, domingo, 15h
Morto Não Fala + A Velha a Fiar
19 de julho, domingo, 18h
Roberto Carlos em Ritmo de Aventura + A Velha a Fiar
23 de julho, quinta-feira, 19h
O Homem do Pau-Brasil + A Velha a Fiar
24 de julho, sexta-feira, 19h
O Estranho Mundo de Zé do Caixão + A Velha a Fiar
25 de julho, sábado, 19h
Amei um Bicheiro + A Velha a Fiar
26 de julho, domingo, 18h
Sessão de curtas: A Velha a Fiar, Escasso, A Entrevista e O Pedestre






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