ÂNIMA traz a história de mulheres que mudaram o curso da humanidade em peça de Lúcia Helena Galvão
- Jackson Lassen
- 2 de jul.
- 5 min de leitura
ÂNIMA chega a Curitiba com monólogo estrelado por Beth Zalcman no Teatro Bom Jesus
O espetáculo “ÂNIMA” chega a Curitiba nos dias 4 e 5 de julho, com apresentações no Teatro Bom Jesus. Estrelado pela premiada atriz Beth Zalcman, o monólogo tem texto da filósofa Lúcia Helena Galvão e propõe uma jornada poética pelas histórias de mulheres que iluminaram caminhos da humanidade por meio de suas lutas, ideias, batalhas e conquistas.

Considerada uma ode às mulheres místicas, pensadoras, idealistas e heroínas, a peça reúne figuras como Joana d’Arc, Simone Weil, Helena Blavatsky, Harriet Tubman, Marguerite Porete e Hipátia de Alexandria. Em cena, essas trajetórias são costuradas por uma tecelã, que entrelaça os fios da memória feminina e dá voz a personagens marcadas pela coragem, pela busca de sentido e pela resistência diante das adversidades de seu tempo.
As apresentações acontecem às 20h, no sábado, dia 4 de julho, e às 19h, no domingo, dia 5 de julho. Os ingressos estão à venda pelo Disk Ingressos, com valores a partir de R$ 70, na meia-entrada, mais taxa administrativa.
Mulheres místicas, pensadoras, idealistas e heroínas
Em “ÂNIMA”, uma tecelã ocupa o palco para conduzir o público por histórias que deixaram marcas profundas no curso da humanidade. Cada personagem representa uma forma de atravessar o mundo com intensidade, pensamento, espiritualidade, ação e coragem.
A primeira delas é Simone Weil, filósofa francesa do século XX, reconhecida por sua capacidade de olhar simbolicamente para a vida e investigar seus aspectos mais íntimos. A peça segue com Joana d’Arc, heroína e santa do século XV, condenada à fogueira pela Igreja Católica e, séculos depois, canonizada pela mesma instituição.
Também surge em cena Helena Blavatsky, escritora do século XIX duramente criticada por seus contemporâneos por sua ousadia, originalidade e determinação. A montagem passa ainda por Harriet Tubman, mulher escravizada e foragida que libertou muitas outras pessoas da escravidão, tornando-se símbolo da luta contra o trabalho escravo nos Estados Unidos.
A jornada inclui também Marguerite Porete, pensadora e mística medieval autora da obra O Espelho das Almas Simples, condenada à morte na fogueira, e termina com Hipátia de Alexandria, filósofa, matemática e investigadora do século IV, vítima do fanatismo de seu tempo e reconhecida como uma das primeiras mulheres documentadas na história da matemática.
Beth Zalcman dá voz a mulheres que atravessaram os séculos
Para Beth Zalcman, o encontro com o texto de Lúcia Helena Galvão revelou uma experiência profunda e transformadora. A atriz conta que a autora apresentou a peça como uma reunião de mulheres que marcaram sua própria vida.
“Quando Lúcia me entregou o texto ÂNIMA, ela me disse: nele estão seis mulheres que marcaram a minha vida. Fiquei curiosa, emocionada, ansiosa, e na primeira leitura compreendi que eu viveria uma experiência profunda e bela. Mulheres distintas vindas de tempos e espaços distantes, mas conectadas pelo desejo de fazer a vida valer a pena para todos. Para descobri-las tive que mais uma vez mergulhar no meu silêncio, como aprendi com Blavatsky”, afirma Beth Zalcman.
O espetáculo parte dessa dimensão íntima para construir uma narrativa sobre ancestralidade feminina, memória e transformação. A tecelã que conduz a peça entrelaça histórias de mulheres que, mesmo separadas por séculos, seguem unidas por ideias, gestos e escolhas que desafiaram estruturas de poder.
ÂNIMA marca nova parceria entre Lúcia Helena Galvão, Beth Zalcman e Luiz Antônio Rocha
Este é o terceiro texto de Lúcia Helena Galvão criado especialmente para o teatro e para a atriz Beth Zalcman, dando continuidade a uma parceria iniciada com o espetáculo “Helena Blavatsky, A Voz do Silêncio”. A montagem foi vista por cerca de 220 mil pessoas e rendeu a Beth o Prêmio Cenym de Melhor Atriz, em 2023.
A encenação é assinada por Luiz Antônio Rocha, que também esteve à frente de Helena Blavatsky, A Voz do Silêncio e repete a colaboração com a autora e a atriz.
“A coragem e a resistência à adversidade são características inerentes a muitas mulheres, especialmente quando o amor e a compaixão estão em jogo”, afirma Lúcia Helena Galvão. Para a autora, o espetáculo destaca o poder transformador das mulheres e a importância de reconhecer suas contribuições para a humanidade.
O diretor Luiz Antônio Rocha define “ÂNIMA” como uma peça sobre a alma feminina. “Beth é uma atriz extraordinária que mergulha e responde às propostas com muita rapidez. O texto da Lúcia vem imbuído de provocações e possibilidades. Me sinto um diretor de alma feminina, trabalhando com duas super mulheres, festejando minha terceira parceria com Beth e Lúcia”, afirma.
Sinopse
“ÂNIMA” é uma história sobre mulheres que mudaram o curso da humanidade, contada por uma tecelã. Ao entrelaçar os fios da vida em busca de sua ancestralidade feminina, ela dá voz a mulheres idealistas e pensadoras, como Joana d’Arc, Hipátia de Alexandria, Marguerite Porete, Helena Blavatsky, Harriet Tubman e Simone Weil. Cada fio conta uma história escrita nas estrelas, ecoando através dos séculos.
Sobre Lúcia Helena Galvão
Lúcia Helena Galvão é filósofa, professora, escritora, poetisa, conferencista e voluntária com 35 anos de experiência na organização Nova Acrópole do Brasil. Na instituição, ministra aulas e palestras sobre temas ligados à filosofia, aproximando conhecimentos antigos de questões contemporâneas.
Seu trabalho busca tornar a filosofia prática e aplicável à vida cotidiana. Com livros, palestras e produções criativas, Lúcia Helena reúne uma audiência global interessada em reflexões sobre desenvolvimento humano, ética, cultura, espiritualidade e transformação interior.
Sobre Beth Zalcman
Beth Zalcman é atriz e autora, com 40 anos de carreira artística. Ganhou o Prêmio Cenym 2023 de Melhor Atriz pelo monólogo “Helena Blavatsky, A Voz do Silêncio”, espetáculo apresentado em diversas cidades do país.
No audiovisual, atuou em produções como Reis, da Record, Desalma, do Globoplay, Sob Pressão, Órfãos da Terra, Insensato Coração, Joia Rara e Velho Chico, entre outras. No cinema, participou de filmes como Polícia Federal: A Lei é Para Todos, Solteira Quase Surtando e Jovens Polacas. Também integrou montagens teatrais reconhecidas, como Brimas, indicada ao Prêmio Shell de 2015.
Sobre Luiz Antônio Rocha
Luiz Antônio Rocha iniciou a carreira como ator no teatro Tablado e construiu uma trajetória de quase 40 anos dedicada à criação, direção e produção de projetos culturais. Atua em teatro, televisão, cinema e publicidade, sendo reconhecido também pelo trabalho como diretor de elenco.
No teatro, dirigiu espetáculos como “Frida Kahlo, a Deusa Tehuana”, “Zilda Arns, A Dona dos Lírios”, “Paulo Freire, o Andarilho da Utopia”, “Helena Blavatsky, A Voz do Silêncio” e “O Profeta”, entre outros.
Ficha técnica
Argumento e texto original: Lúcia Helena Galvão
Interpretação: Beth Zalcman
Encenação: Luiz Antônio Rocha
Projeto de luz: Ricardo Fujii
Figurino: Thanara Shornadie
Cenário: Luiz Antônio Rocha e Toninho Lobo
Trilha sonora: Beth Zalcman e Luiz Antônio Rocha
Sonoplastia: Anderson de Almeida / TAKE
Preparação corporal: Miriam Weitzman
Visagismo: Neandro
Fotos: Marcelo Estevão – Modus Focus, Flavia Canavarro, Jow Coutinho e Leandro Moraes
Assessoria de Imprensa Nacional: Flavia Fusco Comunicação
Assessoria de Imprensa Curitiba: TIP - Performance de Mídia
Gestão de redes sociais: CulturaLab, do grupo Top Na Mídia
Gestão e elaboração de leis de incentivo: Lilian Maia
Direção de produção: Luiz Antônio Rocha
Realização: Espaço Cênico, Mímica em Trânsito e Teatro em Conserva
Serviço
Espetáculo: ÂNIMA
Texto: Lúcia Helena Galvão
Atuação: Beth Zalcman
Datas: 4 e 5 de julho
Horários: sábado, às 20h; domingo, às 19h
Local: Teatro Bom Jesus
Endereço: Rua 24 de Maio, 135 — Centro, Curitiba/PR
Duração: 75 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Ingressos: a partir de R$ 70, meia-entrada, mais taxa administrativa
Venda: Disk Ingressos
Instagram: @animaapeca
Apoio gastronômico: Dizzy Café Concerto
Parceria: Nova Acrópole Organização Internacional
Apresentação: Ministério da Cultura e Governo Federal






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